Título: Dnit precisa impar sua imagem
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Fonte: Correio Braziliense, 03/09/2011, Política, p. 6

Os sete novos diretores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) tomaram posse ontem com uma missão bem definida pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos: mudar a imagem do órgão, prejudicada pela série de denúncias de corrupção que culminaram na demissão do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, no início de julho.

De acordo com o ministro, "apesar do período turbulento", existem funcionários comprometidos com a valorização do departamento. Ele pediu "ânimo e disposição" às equipes de profissionais para enfrentar os próximos desafios. "Juntos, teremos condições de responder aos desafios que o país coloca para todos nós na área de infraestrutura. Tenho certeza do nosso sucesso."

Todos os nomeados foram indicados pela presidente Dilma Rousseff e nenhum é funcionário de carreira do órgão. Por essa razão, os novos diretores terão que vencer a resistência dos servidores, insatisfeitos com as indicações de Dilma.

Para substituir Luiz Antônio Pagot na Diretoria-Geral, Dilma indicou o general do Exército José Ernesto Pinto Fraxe. Na Diretoria Executiva, no lugar de José Henrique Sadok de Sá, entra Tarcísio Gomes de Freitas, cordenador-geral de Auditoria da Área de Transportes da Controladoria-Geral da União (CGU). Paulo de Tarso Campolina de Oliveira será diretor de Administração e Finanças; Roger da Silva Pêgas, diretor de Infraestrutura Rodoviária; José Florentino Caixeta, diretor de Planejamento e Pesquisa; Adão Magnus Marcondes Proença, diretor de Infraestrutura Aquaviária; e Márcio Dirani, diretor de Infraestrutura Ferroviária.

No discurso de posse, o novo diretor-geral afirmou que os servidores são "o patrimônio mais valioso" da instituição e que resgatar a imagem do Dnit, oferecendo infraestrutura de qualidade, é dever de todos.

Nomeado novo secretário executivo da Agricultura O Diário Oficial da União publicou ontem o decreto de nomeação de José Carlos Vaz para a Secretaria Executiva do Ministério da Agricultura. Ele ocupava o cargo de secretário de Política Agrícola no ministério e substituirá Milton Ortolan, que pediu demissão em 6 de agosto, após a revista Veja publicar reportagem apontando que o secretário estava envolvido em um esquema de lobby na pasta, defendendo interesses de empresas privadas. Ortolan, então braço direito do ex-titular da Agricultura Wagner Rossi, permitia a atuação do lobista Júlio Fróes dentro do ministério. Poucos dias após a saída de Ortolan, a situação de Rossi na Agricultura ficou insustentável, após o Correio revelar que o peemedebista tinha à disposição um jatinho pertencente a uma empresa ligada ao agronegócio.

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