Título: Gangorra partidária
Autor: Rothenburg, Denise; Abreu, Denise
Fonte: Correio Braziliense, 29/09/2011, Política, p. 6
As perspectivas de cada partido diante da criação do PSD.
PT O que é bom para o governo não é necessariamente o melhor para o partido da presidente da República. Perdem, por exemplo, a chance de polarizar com o PT a sucessão em São Paulo.
PMDB O maior parceiro do PT no governo Dilma Rousseff também vê com algum incômodo a criação do PSD, especialmente no quesito ocupação de espaços na administração pública. O PSD servirá de contrapeso às pressões do PMDB por cargos. Mas, em termos eleitorais, os peemedebistas consideram que falta ao partido de Kassab o tempo de tevê.
PSB É um dos poucos da base aliada que comemora a criação do PSD. Isso porque, juntos, o PSD e o PSB podem começar a buscar um caminho alternativo ao PT e, ao mesmo tempo, não deixar Dilma refém.
PSDB Os tucanos sempre tiveram o DEM como um poderoso aliado. Agora, perdem parte do partido para o PSD e para a base do governo Dilma, uma vez que a nova legenda não será oposicionista.
PR/PP/PTB A primeira impressão desses três partidos é de apreensão, porque a novidade PSD pode tirar uma lasquinha dessas legendas.
PCdoB/PDT Não se sentem ameaçados, mas também não decidiram por um bloco, como aquele que já tiveram com o PSB.
PV Os verdes apenas observam e consideram que, no caso deles, não há qualquer problema ou riscos políticos, já que os temas defendidos pelo PV são bem específicos.