O globo, n. 30.167, 11/03/2016. País, p. 10
- BRASÍLIA- A presidente Dilma Rousseff ainda tem esperança de contar com o procurador Wellington César Lima e Silva à frente do Ministério da Justiça. Mesmo com a decisão do STF, que barrou a nomeação do procurador por ainda ocupar cargo no Ministério Público, a presidente deixou a decisão para o próprio Wellington. Para continuar ministro, o procurador terá que abandonar a carreira. Como o prazo para decidir é de 20 dias, a palavra final pode ficar para a semana que vem.
— Se precisarem do ministério, eu saio. Se precisarem de mim, vou examinar o que farei — disse o ministro a pessoas próximas.
A declaração era uma referência à possibilidade de mudanças no governo para acomodar o ex- presidente Lula.
Se Wellington César optar por continuar no Ministério Público, ganha peso uma possível indicação do ex- ministro do STJ Gilson Dipp, que chegou a advogar para Delcídio Amaral, ou do jurista Pedro Dallari, que presidiu a Comissão Nacional da Verdade. O nome do deputado Paulo Teixeira ( PT- SP) é defendido por parte da bancada petista, mas não é unanimidade no governo. O do também deputado Wadih Damous ( PT- RJ) é carta fora do baralho.
O ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, comentou a decisão do STF e afirmou que o governo confiava em interpretação jurídica diferente:
— Você julgar um erro de uma decisão tomada é muito simples. O governo se baseava em fatos existentes, de outros integrantes do MP que ocupavam cargos em outras esferas do Executivo.
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CULTURA
É ESTARRECEDORA a história das mobílias colocadas em um dos apartamentos do Minha Casa Minha Vida entregues pela presidente Dilma em Caxias do Sul, para serem retiradas depois do evento.
NÃO SÓ denuncia até que ponto vai a marquetagem política sem escrúpulos, como mostra que a cultura de adulterações no governo Dilma vai além do campo das estatísticas econômicas.