Título: Lucro de R$ 2,81 bi
Autor: Cristino, Vânia
Fonte: Correio Braziliense, 27/10/2011, Economia, p. B22

O cenário para 2012, apesar das incertezas decorrentes da crise internacional, continuará favorável para o Brasil. De acordo com as perspectivas econômicas do Bradesco, o Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas as riquezas produzidas no país) deverá crescer 3,20% neste ano e 3,70% em 2012. Os juros baixarão de 11% para 10% e a inflação cairá de 6,50%, para 5,80%. Apenas a taxa de câmbio ficará inalterada, com o dólar cotado em R$ 1,70, até o fim do ano que vem. Ao apresentar o balanço do terceiro trimestre, o vice-presidente executivo e diretor de Relações com Investidores do banco, Domingos Ferreira Abreu, afirmou que a economia brasileira está mais preparada para enfrentar a crise do que há três anos.

"O crescimento econômico está abaixo do almejado, mas continua robusto, em consequência das medidas macroprudenciais tomadas pelo governo", disse. O terceiro maior banco do país prevê crescimento da carteira de crédito de 15% a 19% e estabilidade da inadimplência. No terceiro trimestre de 2011, o lucro líquido do Bradesco foi de R$ 2,815 bilhões, num aumento de 11,4% na comparação com o terceiro trimestre de 2010 e de 1,1% ante o segundo trimestre deste ano. As despesas administrativas e com pessoal subiram 18,6% em consequência da convenção coletiva dos trabalhadores, que ficaram em greve por 21 dias.

Nos nove primeiros meses do ano, o lucro líquido da instituição cresceu 18%, em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a R$ 8,302 bilhões. A carteira de crédito se expandiu 22% nos últimos 12 meses e 3,9% no trimestre, encerrando setembro em R$ 332,3 bilhões, com destaque para o financiamento imobiliário. O crédito para pessoas físicas cresceu 13,3%, para R$ 105,4 bilhões. A inadimplência total dos empréstimos ficou estável em 3,8% no terceiro trimestre, levemente acima dos 3,7% de 2010. Na comparação com o segundo trimestre de 2011, o crescimento foi de 3,9%.

"Podemos até esperar uma redução da inadimplência no último trimestre do ano, por conta da entrada dos recursos do 13º salário", destacou Abreu. Apesar das boas previsões para as pessoas físicas, foram os financiamentos para empresas que cresceram mais (26,5%), atingindo R$ 226,9 bilhões. Pequenas e médias empresas registraram sutil aumento da inadimplência, de 3,6% no segundo semestre para 3,7% no terceiro. As grandes empresas ficaram estáveis em 0,4%.

-------------------------------------------------------------------------------- adicionada no sistema em: 27/10/2011 02