Título: Deu no...
Autor: Luiz, Edson
Fonte: Correio Braziliense, 07/11/2011, Brasil, p. 6
THEGUARDIAN Lembrete de segurança A morte do cinegrafista Gelson Domingos da Silva foi retratada como "um lembrete de que, fora das áreas turísticas e na região em torno do estádio Maracanã, a situação continua crítica". A publicação ressaltou ainda que, por conta do poderoso arsenal dos traficantes cariocas, o risco para jornalistas que cobrem operações policiais no Rio de Janeiro aumentou.
THE WASHINGTON POST Dúvidas sobre o tiro O The Washington Post ressaltou que Gelson Domingos da Silva foi baleado apesar de estar vestido com um colete à prova de balas. Ainda segundo a publicação, não está claro se o tiro que matou o cinegrafista atravessou o colete ou o acertou em alguma parte do corpo que estava exposta.
CNN Aumento da violência A CNN ressaltou que o colete à prova de balas usado pelo cinegrafista tinha o certificado das Forças Armadas brasileiras. O veículo citou o comunicado enviado pela TV Bandeirantes, em que a emissora afirma que o equipamento é mesmo usado pelos profissionais durante esse tipo de cobertura. Segundo o veículo, o Comitê de Proteção aos Jornalistas informou que houve um "aumento alarmante" na violência contra jornalistas no país em 2011 — já que outros quatro jornalistas brasileiros foram mortos neste ano.
CLARIN.COM Tragédia anunciada Além de retratar a morte do cinegrafista brasileiro, o jornal conversou com Suzana Blass, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro. Em entrevista ao veículo, ela responsabilizou a rede Bandeirantes pelo assassinato de Gelson Domingos da Silva, pois acredita que essa era uma tragédia anunciada — uma vez que o colete usado pelo cinegrafista não suportava os tiros de fuzis, "armas mais usadas por bandidos e pela polícia do Rio", de acordo com a publicação.