Déficit da Previdência deve ser de R$ 183 bilhões

08/07/2016

 

 

Segundo ministro do Planejamento, despesa com aposentadorias vai crescer R$ 57 bilhões entre 2016 e 2017.

O ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que o déficit da Previdência no próximo ano será de R$ 183 bilhões, ante uma projeção de R$ 147 bilhões em 2016. Segundo ele, a despesa da Previdência cresce de R$ 504 bilhões para R$ 561 bilhões. “A Previdência aumenta R$ 57 bilhões entre 2016 e 2017”, esclareceu.

Segundo ele, o País vai entrar em um ciclo de reequilíbrio. “Esse é o ponto relevante do que está sendo anunciado. Esse resultado (déficit de R$ 139 bilhões para 2017) não acontece por acaso, mas porque estamos adotando limitação da despesa e rígido controle da despesa e medidas como as que foram anunciadas sobre as obrigatórias”, disse.

O ministro avaliou que “essas ações começam a produzir resultados e, em 2017, temos reversão do processo”. “Isso é a primeira ação do resultado fiscal do governo”, destacou. Ao lado de Oliveira, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que as medidas de modificação do auxílio-doença e invalidez, anunciadas mais cedo por ele, economizarão R$ 7 bilhões aos cofres do governo. “Vamos cortar obrigações que estão sendo cumpridas, mas que não existem”, disse. Além do pente-fino nos benefícios, o governo trabalha numa proposta de reforma da Previdência, que pretende encaminhar ainda este ano ao Congresso Nacional. Algumas propostas analisadas, como a fixação de uma idade mínima ou alguma alternativa que eleve a idade média das pessoas ao acessar o se aposentar, só terão impacto nas contas públicas no médio e longo prazo. Porém, há alternativas que poderão trazer algum impacto imediato.

É o caso, por exemplo, da regulamentação dos jogos de azar, em análise no Congresso Nacional. A proposta das centrais sindicais é que parte das receitas arrecadadas sobre esse setor sejam direcionadas ao financiamento do sistema previdenciário. Outra proposta dos sindicalistas, também em análise pelo governo, é cobrar contribuição previdenciária nas exportações do agronegócio. A proposta ainda está em aberto e passa, no momento, por uma série de discussões técnicas.