Título: Gasolina ainda pesa
Autor: Cristino, Vânia
Fonte: Correio Braziliense, 28/10/2011, Economia, p. 12

A inflação ainda vai pesar muito no bolso do consumidor e boa parte desse ônus, segundo o Comitê de Política Monetária (Copom), virá da elevação do preço da gasolina. A ata da reunião de outubro, divulgada ontem, traça um cenário completamente diferente daquele desenhado no documento relativo ao encontro de agosto, que marcou o início do ciclo de queda da taxa básica de juros da economia brasileira. Agora, o Banco Central projeta que a alta de 6,7% da gasolina, ocorrida até setembro, na comparação com 2010, será mantida até o fim do ano. Em agosto, quando o combustível acumulava uma elevação de 6,3%, o BC acreditava numa reversão de parte substancial desse aumento, de tal forma que, até o fim do ano, a variação ficaria em 4%. Essa queda não deverá ocorrer mais.

Outra mudança com forte impacto nos gastos das famílias diz respeito ao preço do gás de cozinha. Ao contrário da estabilidade prevista anteriormente, o BC passou a trabalhar, segundo a ata, com um reajuste de 2,2% do botijão em 2011.

No conjunto de preços administrados (aqueles que são monitorados pelo governo ou têm seus reajustes baseados em índices de preços), a notícia mais favorável veio das previsões para as tarifas de telefonia fixa e de eletricidade. O BC não alterou as estimativas que vêm desde a reunião de julho do Copom e prevê reajuste de 4,1% nas contas de luz e de apenas 0,9% nas faturas de telefone neste ano, em relação a 2010. (VC)