Título: Fraudes em pregões
Autor: Luiz, Edson
Fonte: Correio Braziliense, 18/11/2011, Brasil, p. 9

A Polícia Federal (PF) desbaratou uma quadrilha especializada em fraudar pregões com sede em Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira, e atuação em todo o Brasil. O grupo tentou entrar irregularmente no sistema de fornecimento de serviços em diversos órgãos da União, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Receita Federal e a própria PF. O grupo usava empresas em nome de laranjas e falsificava documentos de capacitação técnica a fim de trabalhar para o governo. Em alguns casos, no entanto, não havia a prestação dos serviços. Os contratos assinados com o poder público chegam a cerca de R$ 30 milhões. Ontem, quatro pessoas foram presas.

Segundo o delegado Cláudio Dornelas, que coordenou a ação da PF em Juiz de Fora, o grupo também tentava ganhar pregões feitos por estados e municípios. "A atuação era em todas as esferas", conta Dornelas. As licitações, conforme o delegado, eram ganhas por firmas formadas pela quadrilha. "Já existem sete inquéritos instaurados contra esse pessoal que apuram os contratos celebrados até agora", acrescenta.

Contrabando Em outra ação realizada ontem, a PF conseguiu desmontar uma quadrilha responsável pela entrada de mercadorias contrabandeadas no Brasil. O grupo era alertado sobre a existência de fiscalizações e tinha veículos não vistoriados. Cento e oito pessoas faziam parte do esquema, incluindo 43 policiais. Elas tiveram seus mandados de prisão preventiva decretadas pela Justiça.

A Operação Láparos foi desencadeada simultaneamente em seis estados para combater o grupo que conseguiu trazer para o país mais de 3 milhões de pacotes de cigarros falsificados e 6,5t de agrotóxico vindos do Paraguai. Segundo a PF, os policiais — 12 civis, 29 militares do Paraná e um integrante da Polícia Rodoviária Federal — atuavam como informantes do esquema. A descoberta foi feita depois de 14 meses de investigação. (EL)