Título: Incentivos continuam
Autor:
Fonte: Correio Braziliense, 26/11/2011, Economia, p. 14

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu que o governo permanecerá incentivando o crescimento do nível de atividade no país. "Nós vamos tomar medidas para estimular o consumo, para que ele volte ao patamar adequado e mantenha a economia crescendo entre 4% e 4,5%", disse ontem após uma reunião com empresários do setor têxtil. Esse ramo, que sofre com o aumento de 38% no volume dos importados neste ano, principalmente da China, deve ser um dos beneficiados. "Estamos estudando outras medidas de forma a garantir que a indústria sobreviva e continue gerando empregos."

Na avaliação do ministro, após perder força no mês passado, o Produto Interno Bruto retornou ao crescimento. "Acho que a desaceleração terminou em outubro, e, a partir de novembro, a economia já voltou a acelerar. Mesmo porque estamos soltando algumas amarras que tínhamos estabelecido", disse. Ele se referia às recentes iniciativas que o Banco Central tomou barateando os empréstimos para as empresas e à redução da taxa básica de juros (Selic), que já caiu de 11,5% para 11%. Segundo Mantega, tudo isso ajuda a baratear o custo dos financiamentos. "A temperatura tende a subir a partir de agora. Não vai ficar superaquecida, mas está voltando ao normal."

O ministro criticou os países da Zona do Euro, que teriam os instrumentos necessários para enfrentar a crise da dívida pública, mas "estão muito lentos" em adotá-los. Para ele, a crise deve se agravar, o que não será de todo negativo. Isso forçará os governos europeus a agir, derrubando resistências políticas que emperram as soluções.