Título: Negociações continuam
Autor: Gama, Júnia ; Decat, Erich
Fonte: Correio Braziliense, 08/12/2011, Economia, p. 15

Apesar do esforço, a Força Sindical pouco avançou nas negociações com líderes do PSD e do PMDB para aprovar, no Congresso, emenda parlamentar que garanta reajuste real para as aposentadorias e pensões acima do salário mínimo. Tanto Guilherme Campos quanto Henrique Eduardo Alves, líderes dos dois partidos, se comprometeram a discutir o assunto com as respectivas bancadas na próxima semana. O líder do PMDB disse que também levará a questão ao governo. O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves é contra o aumento além da inflação, devido ao forte impacto nos cofres do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Ciente do possível fracasso, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força, prometeu intensificar a pressão para que a emenda de sua autoria seja aprovada. "A presidente Dilma Rousseff diz que não paga porque não tem dinheiro. Quero ver o que o governo vai dizer se os recursos estiverem garantidos no orçamento", provocou.

O motivo para a relutância do governo em conceder o aumento é o elevado impacto que um reajuste grande tem sobre as contas do INSS. Segundo a Previdência, cada 1% de reajuste para essa faixa implica num aumento anual de R$ 1,34 bilhão nas despesas.

O presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical, João Batista Inocentini, disse que se nada for feito já no próximo ano, cerca de 2 milhões dos 8,9 milhões de segurados, que hoje ganham acima do mínimo, passarão a receber o piso previdenciário.