Título: Bovespa sobe 2,86%
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Fonte: Correio Braziliense, 24/12/2011, Economia, p. 13

Com a ligeira trégua das notícias ruins sobre a Europa, os principais mercados globais tiveram ontem um dia de alta. A Bolsa de Valores de São Paulo seguiu o comportamento predominante no exterior e subiu 0,62%, fechando a semana com valorização de 2,86%. No mês, o ganho da bolsa paulista, até agora, é de 1,45%; no ano, porém, ela ainda acumula uma queda de 16,75%.

Em Nova York, o Índice Dow Jones avançou avançou 1,02%, atingindo 12.294 pontos, o maior nível desde o fim de julho. O principal indicador do mercado acionário norte-americano foi impulsionado também pela melhora recente dos dados econômicos dos Estados Unidos e pelo acordo anunciado, ontem, entre republicanos e democratas para estender a redução de impostos sobre salários pelos próximos dois meses. Na semana, a bolsa nova-iorquina registrou valorização expressiva, de 3,6%. O indicador das empresas de tecnologia Nasdaq subiu 0,74% no dia, terminando a semana com valorização de 2,5%.

Ameaça Na Europa, as principais praças também tiveram um dia positivo, embora com volume reduzido de negócios, devido à proximidade do Natal. Houve ganhos em Londres (1,02% ), Milão (0,31%), Paris (0,99%), Frankfurt (0,46%), Madri (0,94%) e Lisboa (1,29%). Apesar dos ganhos, operadores esperam que o movimento de alta perca força perto do ano-novo, diante da falta de uma solução definitiva para a crise da dívida na Zona do Euro e da ameaça das agências de risco de reduzir as notas da dívida soberana de diversos países da região. No mercado de câmbio, o dólar terminou o dia cotado da R$ 1,8579, em alta de 0,23%. A moeda norte-americana acumula neste ano uma elevação de 11,51%.

Dívida de US$ 14,8 tri

Ameaçado de ter sua nota mais uma vez rebaixada por agências de classificação de risco, o governo norte-americano entrou profundamente no vermelho no ano fiscal de 2011, encerrado em 30 de setembro. A posição financeira líquida piorou em mais de US$ 1 trilhão, refletindo a expansão da dívida pública. O Relatório Financeiro dos Estados Unidos mostra que as obrigações a pagar ultrapassaram os ativos em US$ 14,8 trilhões. Em 2010, a diferença era de US$ 13,5 trilhões. Contudo, o custo operacional líquido do governo, ou seja, o deficit no ano fiscal, caiu para US$ 1,1 trilhão, ante um resultado negativo anterior de US$ 2,1 trilhões. Essa redução reflete a queda esperada nos pagamentos futuros dos programas previdenciários e a diminuição das compromisso relacionados às agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, que foram socorridas pelo governo na crise do setor imobiliário de 2008.