Título: Senado vai corrigir edital de consultor
Autor: Baga, Gustavo Henrique
Fonte: Correio Braziliense, 28/12/2011, Economia, p. 11
Regras publicadas na sexta-feira cobravam leis já revogadas e repetiam itens da seleção de 2001. Para especialista, todo o cronograma deveria começar a contar do zero de novo
O edital do concurso do Senado para o cargo de consultor legislativo, com salários de R$ 23,8 mil, será modificado devido a erros no conteúdo programático das provas. A comissão do órgão responsável pelo certame detectou que o documento cobra leis já revogadas. Além disso, alguns itens, como conhecimentos gerais, direito administrativo e raciocínio lógico, são idênticos ao edital da prova de 2001. A expectativa é que a Fundação Getulio Vargas (FGV), empresa contratada para fazer o processo seletivo, publique o edital corrigido até a semana que vem.
"Como o edital é de responsabilidade da FGV, nós pedimos imediatamente que a fundação trabalhe para corrigir as incongruências", declarou Davi Anjos Paiva, presidente da comissão do concurso, em entrevista à Rádio Senado. As inscrições para o certame continuam abertas até 5 de fevereiro, com taxas que variam de R$ 180 a R$ 200. Ao todo, são 246 oportunidades, divididas entre 104 para nível médio e 142 para superior. Nove são para o cargo de consultor legislativo.
Na avaliação de José Wilson Granjeiro, diretor da rede Grancursos, esse tipo de erro da banca organizadora gera desconfiança e instabilidade em relação ao concurso. "O correto é que, depois da retificação, todo o cronograma também seja revisto e comece a contar novamente do zero", defendeu. Entre os candidatos, o transtorno se resume à perda de horas de estudo nesses primeiros dias desde o lançamento do edital errado, na sexta-feira.
Apreensão
O problema detectado já no lançamento do edital causou apreensão até entre candidatos a cargos que não serão afetados pela mudança. A estudante Larissa Cortes Pereira, 25 anos, estuda para uma vaga na área de nutrição e lamentou ao saber que um dos editais será mudado. "É uma situação ruim, porque a gente fica na mão da banca organizadora. Um simples erro na correção das provas pode ser decisivo entre quem entra e quem fica de fora da carreira pública", desabafou. Larissa estuda há um ano e seis meses para diversos concursos e sonha em passar no Senado, que paga alguns dos salários mais altos no funcionalismo.
Além de consultor legislativo, há vagas para os cargos de analista legislativo, que exige curso superior completo, e para técnico legislativo e policial legislativo, carreiras de nível médio. Cada cargo tem um processo seletivo específico. As provas estão previstas para 11 de março de 2012 no Distrito Federal e em todas as capitais dos estados. Todas as vagas são para atuação nas dependências do Senado, em Brasília.
Nomeações autorizadas
O Ministério do Planejamento autorizou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a nomear 175 candidatos aprovados em concurso público de 2009. O reforço está dividido entre 36 vagas para o cargo de tecnologista em informações geográficas e estatísticas e 139 para analista de planejamento, gestão e infraestrutura em informações geográficas. O Comando do Exército também teve permissão para chamar 320 aprovados na carreira de tecnologia militar do certame de dezembro de 2009. São 30 vagas de engenheiro de tecnologia militar e 43 de analista de tecnologia militar, ambos de nível superior, além de 247 para técnico de tecnologia militar, de nível intermediário.