Título: Longe das capitais
Autor: Correia, Karla
Fonte: Correio Braziliense, 02/01/2012, Política, p. 4
O jovem PSD deve se manter longe das disputas por prefeituras na maior parte das capitais, onde dará suporte aos candidatos dos aliados, sobretudo o PSB, de acordo com o secretário-geral da legenda de Kassab, Saulo Queiroz. Mesmo na capital paulista, onde a sigla enfrenta dificuldades para emplacar a candidatura a prefeito do vice-governador Afif Domingos. A legenda recém-nascida deve se concentrar nas campanhas em cidades de pequeno e médio porte, de forma a aumentar sua capilaridade. "O partido tem, hoje, 560 prefeitos em seus quadros e quer aumentar para 650", afirma Queiroz.
A necessidade de liberdade para costurar alianças em todo o país é o principal motivo para manter o PSD como partido "independente", fora da base aliada do governo. Em Belo Horizonte (MG), por exemplo, a legenda deve apoiar o atual prefeito, Márcio Lacerda (PSB), candidato à reeleição. Fará parte de uma aliança que deve contar com o oposicionista PSDB, que enterra a possibilidade de uma candidatura do deputado federal Rodrigo de Castro ao cargo.
Reduzido com a sangria provocada pelo PSD, o DEM irá encarar uma eleição em que um desempenho ruim pode significar a extinção da sigla. E vive um momento de afastamento de seu principal aliado, o PSDB, por ver as digitais de governadores tucanos no processo de formação do PSD.
Maior partido da oposição, o PSDB luta contra as rachaduras internas para evitar o encolhimento do partido e tem como principal dilema a disputa para a prefeitura de São Paulo. A maioria no partido defende a realização de prévias, processo que envolveria os pré-candidatos Bruno Covas, Andrea Matarazzo e Aloysio Nunes. No lado oposto, está a ala do ex-governador de São Paulo e candidato derrotado à Presidência da República José Serra, que resiste a uma candidatura que não seja por aclamação da legenda. (KC)