Título: Senado em ritmo de obras
Autor: Decat, Erich
Fonte: Correio Braziliense, 04/02/2012, Política, p. 6
Casa lança licitações de R$ 833 mil para troca de carpetes do plenário e mobílias de apartamentos
O plenário do Senado vai passar por outra reforma nos próximos meses. Depois das obras de 2010, desta vez será trocado todo o carpete do piso térreo e da galeria que compreende uma área de 1.625m². A cor será mantida: azul-royal. O custo da nova empreitada terá impacto de R$ 303,5 mil aos cofres da Casa. Para não atrapalhar as atividades dos senadores que retornaram do recesso na quinta-feira, a empresa contratada terá que retirar o carpete e colocar o novo num prazo de 48 horas, — de uma sexta-feira, 18h, até domingo.
O período foi escolhido porque, normalmente, não há a presença dos senadores no plenário. Segundo a assessoria do Senado, o carpete já estava deteriorado em vários pontos. A última troca ocorreu há 10 anos. O processo de desgaste foi ampliado com a reforma realizada em meados de 2010, quando foi contratada uma empresa para recuperar parte do teto do plenário.
O problema encontrado na época foi a possibilidade de queda das placas de metal, de 50cm, afixadas a uma altura de cerca de 5 metros. Apesar dos problemas encontrados com o carpete, o espaço ganhou desenhos feitos há seis anos por funcionários da limpeza, que passaram a decorar a área localizada na base da Mesa do Senado com a imagem da bandeira do Brasil.
Como instrumentos para a realização da arte, os funcionários utilizam apenas um aspirador de pó e uma escovinha. O desgaste do ambiente, no entanto, pôde ser constatado ontem, quando, na véspera da volta ao trabalho do Legislativo, estourou um cano na área do cafezinho do plenário. O vazamento chegou a atingir a lanchonete que fica localizada no andar de baixo.
Gabinete repaginado Além do plenário, o Senado também contemplará alguns senadores com a reforma dos gabinetes. Entre os descontentes com o atual espaço está a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) ,que mandou mudar do chão ao teto o escritório que fica na Ala Alexandre Costa. O custo estimado é de R$ 160 mil. "Era preciso porque o espaço estava subutilizado", ressaltou a comunista.
Para as residências dos senadores, localizadas exclusivamente na 309 Sul, foram reservados cerca de R$ 370 mil para compra de mobiliários novos. Na lista dos móveis, estão 30 mesas laterais; 22 mesas de centro; 20 cadeiras para sala; 10 mesas de jantar; 10 sofás cama e 80 mesas de cabeceira. O custo estimado para cada um dos itens varia de R$ 1.710 no caso das mesas laterais a R$ 5.057,50 para as mesas de jantar.
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