Em nota divulgada logo após o fim do depoimento do Antonio Palocci, o ex-presidente Lula afirmou que o exministro desistiu de se defender e está “sem o compromisso de dizer a verdade”. Diz ainda que fez acusações contraditórias para obter uma redução de pena. No interrogatório, Palocci afirmou que havia um “pacto de sangue” entre Odebrecht e PT para o pagamento de propina de R$ 300 milhões para o partido pelas vantagens obtidas nos governos do PT.
Advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins também rebateu as alegações feitas pelo ex-ministro. Segundo Martins, Palocci tinha anotado em um papel a frase que utilizou para descrever a relação entre Odebrecht e PT. “Palocci compareceu pronto para emitir frases e expressões de efeito, como ‘pacto de sangue’, esta última anotada em papéis por ele usados na audiência”, afirmou o defensor, que atribuiu as acusações ao fato de que Palocci está preso e sob pressão.
Em seu comunicado divulgado nas redes sociais, Lula lembrou que Palocci negocia um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal. Lula afirmou que Palocci precisaria justificar “acusações falsas e sem provas contra o ex-presidente para fechar sua delação.”
NOVO ATAQUE A MORO
A defesa de Lula afirmou também que não há razão para o processo tramitar na 13ª Vara Federal de Curitiba e que Sergio Moro tem "notória parcialidade".
O ex-presidente voltou a negar que tenha participado em uma suposta compra de um terreno para a construção da nova sede do Instituto Lula, objeto do processo que tramita em Curitiba. A defesa do ex-presidente reforçou que o instituto permanece na mesma sede em que funciona desde sua fundação em 1991, uma residência no bairro do Ipiranga.
“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirma que jamais cometeu qualquer ilícito nem antes, nem durante, nem depois de exercer dois mandatos de presidente da República eleito pela população brasileira”, diz o texto.