Presença militar no RJ pode ser estendida, diz Temer

Francisco Góes

31/07/2017

 

 

O presidente Michel Temer disse ontem que nada impede que o decreto assinado na sexta-feira, que autoriza uso de Forças Armadas no Rio até o fim deste ano, seja renovado também até o fim de seu mandato, em 2018.

"No decreto, assinado na sexta-feira, fixei, por razões do ano fiscal, que esta operação se dará até 31 de dezembro de 2017. Mas nada impedirá que no começo do ano nós renovemos este decreto para fazê-lo vigorar até o fim de 2018", disse, em pronunciamento no Comando Militar Leste, no Rio. Estavam presentes os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Torquato Jardim (Justiça) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).

Às vésperas da votação na Câmara que vai analisar uma denúncia contra ele, Temer decidiu viajar hoje ao Rio para acompanhar a operação de segurança pública no Estado e fazer um sobrevoo na região.

O presidente afirmou que a segurança pública do Rio tem sido tema de reuniões do governo nos últimos seis meses, e o objetivo tem sido o de integrar as forças de segurança, que não "se comunicavam entre si". Temer afirmou que a operação de segurança no Rio terá várias fases, e a segunda tratará do combate efetivo ao crime, em especial o tráfico de drogas e armas.

O presidente disse ainda que já recebeu relatos de redução da criminalidade nos últimos dias.

"Acabei de receber um relato pormenorizado do que está sendo feito e a primeira conclusão é que diminuiu nesses dois, três dias, o índice de criminalidade, especialmente no roubo de cargas", disse.

A atuação das Forças Armadas no Estado do Rio será em apoio às ações do Plano Nacional de Segurança Pública. A implantação do plano no Rio de Janeiro vai empregar 8,5 mil militares das Forças Armadas, 620 integrantes da Força Nacional de Segurança e 1.120 da Polícia Rodoviária Federal, sendo que 380 são de outros estados. A previsão é que o presidente retorne a Brasília no fim da tarde de hoje, após um sobrevoo na capital fluminense. As Forças Armadas vão reforçar a segurança no Rio, que vive um aumento dos casos de violência que assusta a população.

Nas últimas semanas, por exemplo, a Linha Vermelha, uma das principais vias da cidade, foi alvo de tiroteios entre policiais e criminosos, obrigando os motoristas a deixarem os carros na via. (Com informações da Agência Brasil)

 

 

Valor econômico, v. 17, n. 4308, 31/07/2017. Brasil, p. A2.