Título: Gasolina sem reajuste
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Fonte: Correio Braziliense, 06/03/2012, Economia, p. 10

Embora tenha afirmado à imprensa, há pouco mais de uma semana, que a gasolina inevitavelmente sofrerá reajuste se os preços do petróleo no mercado internacional continuarem em alta, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, negou ontem que haja alguma ação em curso entre o governo e a empresa para elevar o valor dos combustíveis. Ela disse ainda que a política da estatal continua sendo a de não repassar a volatilidade dos mercados futuros para os preços internos. Nem mesmo o pico no preço do barril no exterior vai impor, na opinião da dirigente, um aumento neste momento.

"Esse nível de US$ 123 dólares não é patamar, isso é pico; e a política de preços da Petrobras é de longo prazo. Ela não vai ser alterada", afirmou Graça, como é mais conhecida. O petróleo tipo Brent fechou a US$ 123,80 dólares o barril ontem. Ultimamente, os contratos futuros do petróleo têm sido sustentados por preocupações geopolíticas, com operadores temendo que as tensões entre o Ocidente e o Irã venham a resultar em uma interrupção do fornecimento. O governo teme que repasses de preços elevem a inflação, conforme já indicou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Vazamentos Preocupada em dar boas notícias, a presidente da Petrobras afirmou que, neste início de ano, a estatal não registrou mais vazamentos que no mesmo período de 2011. No fim de janeiro, durante o teste de longa duração na área de Carioca Nordeste, na Bacia de Santos, um volume equivalente a 160 barris de petróleo vazou de uma tubulação. Cerca de duas semanas depois, um novo vazamento foi registrado, desta vez na plataforma P-43, na Bacia de Campos. No fim de fevereiro, aproximadamente 70 litros de água oleosa escaparam da plataforma Cidade de Santos, no Campo de Uruguá, na Bacia de Santos.