Título: Repasses escassos
Autor: Fonseca, Marcelo da
Fonte: Correio Braziliense, 18/03/2012, Política, p. 10
Durante as entrevistas e visitas realizadas pelos pesquisadores da Firjan aos municípios, a justificativa mais comum apresentada por prefeitos para os problemas na gestão foi a falta de repasses necessários para novos investimentos e melhorias na administração pública. No entanto, segundo as conclusões do relatório, os bons exemplos de cidades com baixos índices de arrecadação e repasses derrubam tais desculpas e mostram que o caminho para a excelência na gestão pública municipal independe do tamanho ou dos recursos de cada município.
"A receita baixa é sem dúvida realidade para muitas prefeituras, mas não justifica uma gestão ruim. Temos muitos casos de cidades pequenas e sem grandes investimentos da União que conseguem bons índices ao priorizar algumas áreas e acompanhar de perto a execução dos recursos públicos. Vimos cidades vizinhas, que contrastam os índices e a realidade de seus moradores", afirma Gabriel Santini Pinto, da Firjan.
Entre as capitais, a mais bem avaliada foi Porto Velho, que recebeu conceito A no estudo e ficou na 12ª posição entre todas as cidades, seguida por Vitória, Porto Alegre e São Paulo. Belo Horizonte ficou na 12ª colocação entre as capitais e em 816ª entre todas as cidades, com conceito B na avaliação da Firjan. Já entre as que receberam pior nota no ranking das grandes cidades brasileiras, estão Salvador, Natal, Macapá e, em último lugar, Cuiabá. (MF)