Título: Secretário nega cobrança
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Fonte: Correio Braziliense, 02/04/2012, Política, p. 2

O secretário de Organização do PT, Paulo Frateschi, não acha que o partido está sendo egoísta ao pleitear a cabeça de chapa nas principais capitais brasileiras. Lembra que a legenda, durante as eleições de 2010, fez um gesto de abrir mão de várias candidaturas aos governos estaduais, na Câmara e no Senado para garantir a eleição presidencial de Dilma Rousseff e eleger uma base de sustentação mais confortável no Congresso.

Segundo ele, no início de 2011, quando os partidos aliados começaram a conversar sobre as eleições de outubro deste ano, todos manifestaram o desejo de ampliar os poderes políticos. "O PMDB nos procurou para dizer que lançaria Gabriel Chalita em São Paulo, o PSB disse que pretendia aumentar sua influência municipal, o PCdoB avisou que iria de Manuela D"Ávila em Porto Alegre e Netinho em São Paulo, sem chances de recuo", prosseguiu Frateschi. "Ninguém cobrou nada de ninguém nesse primeiro momento", completou o petista.

O secretário do PT afirmou que os planos do partido, agora, também passam pela maior inserção nos municípios. Ele disse que, no caso de São Paulo, por exemplo, jamais passou pela cabeça de ninguém pedir ao PMDB que retire a candidatura de Chalita. "Em Porto Alegre, o PCdoB só veio nos procurar agora, quando já tínhamos feito um processo de escolha interna para indicar o deputado estadual Adão Villaverde. Também abrimos mão de apoiar a reeleição de José Fortunatti (PDT), que nos sinalizou com uma parceria para 2014", justificou.

Paulo Frateschi lembra que o resultado das eleições municipais desaguará na sucessão das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, em fevereiro de 2013. "Essas duas eleições são fundamentais para 2014, pois vão definir quem controlará o jogo político nos últimos dois anos de governo Dilma." (PTL)