Correio braziliense, n. 20153, 26/07/2018. Cidades, p. 18

 

Eixo capital

Ana Maria Campos

26/07/2018

 

 

Convenção vai lançar Rollemberg oficialmente candidato à reeleição

O PSB fará a convenção regional no próximo sábado para lançar oficialmente o governador Rodrigo Rollemberg como candidato à reeleição e a ex-secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão Leany Lemos na disputa ao Senado. O partido, no entanto, chegará à reta final do período de registros sem a certeza dos partidos com que poderá contar. A convenção deve delegar à executiva regional o poder de definir a coligação para as eleições. A aliança com o PDT ainda é a grande dúvida.

Leany aparece como opção para disputa presidencial

Surgiu ontem uma discussão sobre a possibilidade de a ex-secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão do DF Leany Lemos ser lançada candidata à Presidência da República pelo PSB. O nome dela foi cogitado como uma solução para o impasse na legenda que hoje está dividida em correntes: os que querem uma aliança com o PDT, em torno de Ciro Gomes; os que defendem uma união com o PT, em defesa de Lula; e os que preferem liberar os diretórios nos estados para que encontrem as coligações regionais mais vantajosas. A candidatura atenderia ao grupo que quer candidatura própria. Leany representaria a mulher na política e o discurso da austeridade. Mas é um projeto improvável pela colcha de retalhos que se tornou o PSB.

No PR, mas sem candidatura

O ex-presidente da OAB/DF Francisco Caputo pode se tornar uma opção para a disputa ao Palácio do Buriti. O advogado está filiado ao PR, partido que ficou sem candidato, com a renúncia de Jofran Frejat. Nos últimos dias, ele tem recebido várias mensagens, telefonemas e e-mails de pessoas que apostam na sua candidatura. Mas Caputo diz que não pensa nisso e nunca tratou do assunto.

No MDB, com candidatura

Já o também ex-presidente da OAB/DF Ibaneis Rocha está bem mais próximo de virar candidato de novo. No ano passado, o MDB lançou o nome dele na disputa ao Buriti, mas o advogado abriu mão em nome do apoio a Jofran Frejat. Agora, com o ex-secretário de Saúde fora da disputa, o projeto original do MDB pode virar realidade.

Adversários

Uma coisa é certa: Francisco Caputo e Ibaneis Rocha, adversários nas eleições da OAB/DF, não seriam aliados na disputa ao GDF. Na briga pela presidência da Ordem, eles têm candidatos em trincheiras adversárias. Caputo apóia o advogado Délio Lins e Silva Júnior. Ibaneis está com Jacques Veloso. O embate, aliás, é antigo.

Ponto a favor

O apoio da Rede Sustentabilidade ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB) sacramentado ontem não é pouca coisa. A líder do partido, Marina Silva, sempre teve expressiva votação no DF.

Gol contra

Mas Ciro Gomes (PDT) pode colocar Rodrigo Rollemberg numa saia-justa.  O governador do DF trabalha pelo apoio de seu partido a Ciro e acredita que essa aliança ocorrerá. Mas um candidato ao Buriti que trabalha para se diferenciar dos adversários envolvidos na Lava-Jato terá dificuldades de explicar declarações contundentes de aliados contra a Justiça e o Ministério Público. Ciro disse em entrevista a uma TV no Maranhão que o ex-presidente Lula, condenado e preso no âmbito da Lava-Jato, só tem chance de ser libertado se o pedetista for eleito. “Só tem chance de sair da cadeia se a gente assumir o poder e organizar a carga. Botar juiz para voltar para a caixinha dele, botar o Ministério Público para voltar para a caixinha dele e restaurar a autoridade do poder político”, afirmou Ciro. Queria agradar ao eleitor petista, mas o discurso tem efeito colateral.

As Novas do Novo

O pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, João Amoêdo, será o embaixador das Novas do Novo, comitê feminino do partido no DF que será lançado hoje. O movimento, composto pelas 12 candidatas do Novo, trabalha para aumentar a participação feminina no legislativo, estimular o engajamento e promover a filiação das mulheres nos partidos.

Mágoas

A renúncia de Jofran Frejat à candidatura deixou muita gente magoada. Pessoas que apostaram no projeto nos últimos dois anos estão sem rumo.

Deserdados na Polícia Civil

Na Polícia Civil, já havia uma bolsa de apostas sobre quem seria o novo diretor-geral com a eleição de Jofran Frejat (PR). O ex-secretário de Saúde vinha se reunindo com um grupo de delegados que declaravam apoio à sua campanha. Alguns já trabalhavam na eleição da lista tríplice que seria submetida a Frejat, para a nomeação. Agora, essas articulações começam do zero. Na chapa de Eliana Pedrosa, Alírio Neto (PTB), que é delegado aposentado, vai buscar apoios na categoria.

Chapa Frankenstein

A situação nas eleições do DF é tão complicada que tem chapa com candidato a governador e vice, mas sem senador. Tem grupo com nomes para o Senado, mas ninguém para liderar. Algumas não conseguem um vice e outras estão sem uma boa nominata para deputados. Uma chapa competitiva precisa misturar tudo.

A pergunta que não quer calar….

Quem ganha com a desistência de Jofran Frejat?

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Rede apoia Rollemberg

Ana Viriato

26/07/2018

 

 

ELEIÇÕES 2018 » Com o suporte do partido de Marina Silva e do PV, governador conta, até agora, com 48 segundos em cada um dos dois blocos de propaganda eleitoral na TV e no rádio. Socialista busca apoio de outras siglas, como PDT, Podemos e Solidariedade

Após nove meses de articulações, a Rede Sustentabilidade reiterou, ontem, o apoio ao projeto de reeleição do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Em um café da manhã, na sede do partido, a sigla elencou seis prioridades que devem ser incorporadas ao plano de governo do socialista — os projetos vão da ampliação dos programas de responsabilidade territorial, hídrica e ambiental, principais bandeiras da sigla, à adoção de critérios de meritocracia para indicações a cargos da administração pública. Apesar do aceno, a aliança será selada oficialmente apenas na convenção da legenda, em 2 de agosto.

Com o suporte da Rede e do PV, Rollemberg conta, por ora, com cerca de 48 segundos em cada um dos dois blocos de propaganda eleitoral na tevê e no rádio, transmitidos às segundas, quartas e sextas-feiras. Para encorpar a coligação, o socialista busca apoio de outras siglas, como PDT, Podemos e Solidariedade. O palanque do chefe do Palácio do Buriti tende a ser dividido para atender a mais de um presidenciável. Uma parte dele, garantirá voz a Marina Silva (Rede). Outras podem servir a Ciro Gomes (PDT) ou Álvaro Dias (Podemos), a depender do fechamento de acordos.

Retorno

A Rede havia deixado a base aliada ao socialista e entregado os cargos ocupados por correligionários no governo em novembro último. À época, a decisão não foi unânime. Mas a maioria apontou que o governador deixou de cumprir compromissos de campanha. Hoje, entretanto, o partido justifica o apoio com o fato de que “apesar das dificuldades, Rollemberg tem gerido Brasília de forma ética, republicana e responsabilidade fiscal”. O distrital Chico Leite (Rede) ocupará uma das vagas da chapa ao Senado.

Em suas redes sociais, Rollemberg comemorou a união. “São três partidos irmanados em um objetivo: fazer de Brasília uma cidade cada vez melhor para todos os brasilienses e brasileiros. Uma cidade correta, que não tolera a corrupção, uma cidade arrumada, uma cidade com capacidade de fazer investimentos que vão melhorar, a cada dia, a vida do nosso povo”, disse.