Correio braziliense, n. 20163, 04/08/2018. Política, p. 4

 

Marta pede desfiliação do MDB

04/08/2018

 

 

Senadora abre mão de concorrer a um novo mandato no Congresso em outubro e afirma que os partidos estão "fragilizados e sem norte político". Planalto chegou a sondar a parlamentar para a vaga de número dois na chapa de Meirelles

O candidato do MDB à Presidência da República, Henrique Meirelles, disse ontem que respeita a escolha da senadora Marta Suplicy (SP), que decidiu se desfiliar do partido e deixar a vida parlamentar. “Ela seria uma excelente candidata a senadora por São Paulo”, lamentou Meirelles, sobre as eleições 2018. Marta foi sondada pela cúpula do MDB e também pelo Palácio do Planalto sobre a possibilidade de ser vice do ex-ministro da Fazenda, mas, ao ser questionado, o candidato não quis falar sobre o assunto.

O ex-ministro da Fazenda ainda não escolheu quem será o vice, mas deve apresentar o nome no domingo. Está à procura de um “profissional de excelência”. A ideia é de que não seja de São Paulo, cidade onde ele construiu sua trajetória. “Não precisa necessariamente ter carreira política, mas precisa ter currículo sólido”, disse Meirelles à reportagem.

Na “Carta aos paulistas”, em que agradece os 8,5 milhões de votos obtidos para o Senado, em 2010, Marta afirma que os partidos “de forma geral, encontram-se fragilizados, acuados e sem norte político”. Ex-prefeita de São Paulo pelo PT, a senadora planejava concorrer à reeleição, mas dirigentes do MDB em São Paulo queriam que ela disputasse a Câmara dos Deputados, puxando votos para a bancada. Surgiu depois a ideia de levá-la para a chapa de Meirelles, o que não agradou a todos.
Meirelles disse ter certeza de que vai crescer nas pesquisas de intenção de voto assim que começar o horário político na TV, em 31 de agosto. Atualmente, ele tem 1% das intenções de voto na maioria dos levantamentos. Animado com o apoio recebido na convenção do MDB na quinta-feira, quando teve a candidatura oficializada com 85% dos votos, Meirelles já traça metas e promete criar 10 milhões de empregos em quatro anos. “Juscelino (Kubitschek) foi o presidente dos 50 anos em 5. Eu serei o presidente dos 10 milhões de empregos”, declarou ele.

"Ela (Marta) seria uma excelente candidata a senadora por São Paulo”
Henrique Meirelles, candidato do MDB ao Planalto

Psicóloga será a vice de Marinho
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Luiz Marinho, anunciou ontem o nome da professora de psicologia Ana Bock (PT) para a vice da chapa. O anúncio foi feito em uma transmissão no Facebook. Bock é professora de psicologia da PUC São Paulo. Paulistana, foi presidente da Federação Nacional dos Psicólogos, do Conselho Regional e do Conselho Federal de Psicologia. Marinho exibiu um vídeo gravado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Lula. Nele, o líder petista elencou uma série de medidas criadas no governo petista que teriam partido do candidato petista ao Palácio dos Bandeiras e conclui: “Tenho certeza que você, Marinho, vai fazer a diferença aqui no Estado de São Paulo.”

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Primeira compra da intervenção federal

Ingrid Soares

04/08/2018

 

 

O Gabinete de Intervenção Federal do Rio de Janeiro divulgou a primeira aquisição para o reaparelhamento dos órgãos de segurança e administração penitenciária. A dispensa de licitação foi publicada ontem, no Diário Oficial da União. Para a primeira compra, está prevista a aquisição de 1,1 milhão de cartuchos, no valor de R$ 7,7 milhões, que serão utilizados em treinamentos e operações.

A verba total prevista é de R$ 1,2 bilhão, liberada pelo governo para a aquisição de munição para reaparelhar e capacitar os órgãos de segurança das polícias Civil e Militar e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Segundo o gabinete, o prazo de entrega dos itens é de 60 dias, a partir da assinatura do contrato. A compra é isenta de licitação por conta da urgência e por ser a Companhia Brasileira de Cartuchos a única fornecedora nacional.

Plano estratégico
O Tribunal de Contas da União (TCU), responsável pela fiscalização, autorizou em junho que o interventor federal, general Braga Netto, fizesse as compras emergenciais sem licitação. Houve, no entanto, uma recomendação para que, sempre que possível, a licitação fosse realizada.

Para a pasta, a compra atende ao plano estratégico do gabinete por recuperar “a capacidade operativa dos órgãos de segurança pública do Estado”. O Gabinete de Intervenção Federal tem cerca de 70 processos administrativos no total de R$ 550 milhões, em fase interna de licitação na Secretaria de Administração