O globo, n. 31090, 20/09/2018. País, p. 10

 

No Senado, empate técnico entre 3 candidatos

Marco Grillo

Miguel Caballero

20/09/2018

 

 

 Recorte capturado

Cesar Maia, Flávio Bolsonaro e Lindbergh oscilam positivamente e ampliam distância para os demais candidatos; filho de presidenciável do PSL segue perfil do pai, com apoio de 29% entre os homens, contra 14% da preferência de mulheres

A terceira pesquisa Ibope desde o início da campanha eleitoral mostra que a disputa pelas duas vagas no Senado ainda está em aberto. O candidato do DEM, Cesar Maia, permanece numericamente à frente, com 24% das intenções de voto, uma oscilação de dois pontos percentuais na comparação com o levantamento anterior. O ex-prefeito do Rio está empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro (PSL), que marcou 21%, o que também significa uma oscilação positiva de dois pontos percentuais em relação à sondagem realizada na semana passada.

Já Lindbergh Farias (PT) oscilou três pontos e agora tem 18%, empatado tecnicamente com Bolsonaro e com Cesar Maia — o empate com o candidato do DEM ocorre no limite da margem de erro, que é de três pontos, para mais ou para menos.

Descolados do bloco da frente, dois candidatos aparecem com 9%: Chico Alencar (PSOL) e Miro Teixeira (Rede). Pastor Everaldo (PSC) marcou 6%, enquanto Arolde Oliveira tem 5%. Cyro Garcia (PSTU) e Mattos Nascimento (PRTB) aparecem com 4%. Segundo o Ibope, três candidatos têm 3% das intenções de voto: Aspásia (PSDB), José Bonifácio (PDT) e Eduardo Lopes (PRB).

O perfil de voto de Bolsonaro é semelhante ao do pai, Jair, que disputa a Presidência: mais apoio entre homens do que mulheres (29% a 14%), entre os mais escolarizados (26% entre quem concluiu o ensino médio ou ensino superior, contra 9% de quem cursou no máximo até a 4ª série do ensino fundamental) e com renda mais alta (34% entre quem tem renda familiar mensal de mais de cinco salários mínimos e 8% entre os que recebem até um salário mínimo).

As intenções de voto de Cesar Maia são semelhantes entre homens e mulheres e em todas as faixas de renda, escolaridade, enquanto o apoio a Lindbergh não tem oscilações expressivas nos recortes por sexo e renda, apenas na escolaridade (12% entre os eleitores quecursaramnomáximoatéa 4ª série do ensino fundamental e 20% entre os que fizeram o ensino superior).

Na escolha da primeira vaga ao Senado, brancos e nulos somaram 24%, índice que foi de 34% na escolha da segunda vaga. Ao todo, 30% não souberam responder.

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Em debate, Paes e Romário evitam o confronto direto

Bernardo Mello

Juliana Castro

20/09/2018

 

 

No SBT, líderes nas pesquisas ao governo do Rio adotam tom propositivo

Eduardo Paes (DEM) e Romário (Podemos), os dois primeiros colocados nas pesquisas de intenções de voto para o governo do Rio, evitaram ataques diretos no debate organizado por SBT, “Folha de S.Paulo” e portal “UOL”, ontem à noite. Anthony Garotinho (PRP), terceiro colocado, cutucou Paes em perguntas para outros candidatos, mas também evitou o confronto direto.

O trio só teve chance de fazer perguntas entre si no terceiro e último bloco. Romário, o primeiro a perguntar, escolheu Márcia Tiburi (PT) para falar sobre Segurança Pública. Paes, por sua vez, pediu para Romário detalhar sua proposta de uso das Forças Armadas. Mas não fez críticas pessoais ao adversário, que também manteve um tom propositivo.

— Para combater o poder paralelo, precisamos de ajuda do governo federal. Acaba a intervenção, mas continuarei trazendo Exército e Marinha —disse Romário.

— Quero usar a capacidade de planejamento do Exército, e as tropas em dissuasão de conflitos. Usar as Forças em policiamento ostensivo, por exemplo, não é minha ideia —rebateu Paes.

Garotinho fez dobradinha com Indio da Costa (PSD) para criticar a gestão de Paes na Prefeitura do Rio, e se irritou quando perguntado pelo ex-juiz Wilson Witzel (PSC) sobre como poderia governar após seguidas condenações judiciais.

— O senhor faz um belo papel de linha auxiliar do (ex-governador Sérgio) Cabral e do Paes—alfinetou Garotinho.

Indio e Witzel nacionalizaram o debate, manifestando apoio a Jair Bolsonaro. Tiburi e Pedro Fernandes (PDT) citaram Haddad e Ciro, os presidenciáveis de seus partidos.

Tarcísio Motta (PSOL) cutucou Paes e Romário de uma só vez ao criticar a presença de Rodrigo Bethlem na campanha do candidato do Podemos. Bethlem, acusado de corrupção quando era secretário municipal de Governo, foi chamado por Tarcísio de “xerife do Paes”.