Título: Quatro perguntas para Márcio Thomaz Bastos
Autor: Lyra, Paulo de Tarso; Jeronimo, Josie
Fonte: Correio Braziliense, 23/05/2012, Política, p. 4

advogado do bicheiro Carlinhos Cachoeira

Qual a avaliação do senhor sobre o depoimento do Cachoeira? Era o esperado. Ele não pode falar neste momento. Ele tem uma ação penal em curso. Nós estamos ainda estudando o processo e temos um habeas corpus no TRF (Tribunal Regional Federal) que visa anular as escutas por estarem em desacordo com a legislação.

Em outro momento ele poderá colaborar com a CPI? Pode, perfeitamente. Vamos avaliar isso. Ele pode voltar a falar. Possivelmente falará em Goiânia. A audiência de instrução e julgamento está marcada. O interrogatório terá dois dias, em 31 deste mês e 1º de junho.

Existe possibilidade de delação premiada do Cachoeira? Na minha cabeça não.

O STJ negou liberdade ao Cachoeira. O senhor já disse que vai recorrer. Qual argumento o senhor vai levar ao Supremo? O mesmo argumento usado no STJ, de que a essência da prisão preventiva é a necessidade dela. E nesse caso não tem necessidade. Com outras medidas é perfeitamente possível conseguir o efeito sem essa antecipação de punição que diz respeito à presunção de inocência, o devido processo legal e o contraditório.