Título: PMDB mira pelo menos 2 siglas
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Fonte: Correio Braziliense, 18/07/2012, Política, p. 9
As pretensões do PMDB de se fundir a outros partidos após o fim das eleições municipais, anunciada anteontem pelo presidente da legenda, senador Valdir Raupp (RO), aponta nas direções de DEM, PP, PR e PTB, principalmente. Embora os dirigentes de siglas aliciadas neguem a aproximação, há conversas abertas nesse sentido. Raupp sinaliza que em pelo menos dois casos as negociações estão avançadas.
A desidratação do DEM, que vem perdendo espaço e cargos nos últimos anos, atiçou o apetite peemedebista há alguns anos. Presidente da legenda, o senador Agripino Maia (RN), porém, rechaça a possibilidade. "Não há nenhum movimento para isso. Para um partido grande como o PMDB, dizer que está se fundindo a outros é ótimo, porque atrai o interesse de representares de outras siglas. Mas, com o DEM, isso não existe. Estamos concentrados em conquistar prefeituras nas capitais, hoje não temos nenhuma. O DEM vai crescer e é nisso que estamos focados", argumentou Agripino.
A avaliação de caciques partidários, no entanto, é de que Raupp jogou verde, com o objetivo de dar um sinal positivo a quem eventualmente estiver desconfortável em suas legendas, tentando enfraquecê-las. Assim, a declaração do líder do PMDB abre espaço para novas filiações às vésperas das eleições municipais deste ano.
Questionado sobre quais partidos estão conversando com o PMDB, Raupp não revelou o nome de nenhuma legenda, mas reafirmou que a expectativa é incorporar pelo menos duas siglas após o período eleitoral. "Está claro que há conversas sobre fusões, não só com o PMDB, mas também entre outros partidos. Naturalmente, pelo tamanho do PMDB, nossa intenção é atrair alguns desses partidos que estudam fusões. Já conversamos com representantes de cinco ou seis. Acredito que, no caso de duas ou três, haverá entendimento", afirmou. (GM)
Dedicação exclusiva Valdir Raupp pediu licença do Senado na manhã de ontem. O senador ficará afastado das atividades parlamentares até 14 de novembro. Presidente nacional do PMDB, o dirigente quer se dedicar exclusivamente às eleições pelos próximos meses. Tomás Guilherme Correia (PMDB-RO), primeiro suplente de Raupp, tomou posse no início da noite de ontem.