O globo, n. 31224, 01/02/2019. País, p. 6
Renan vence disputa no MDB para o Senado
Eduardo Bresciani
Amanda Almeida
Bruno Góes
01/02/2019
Alagoano derrotou Simone Tebet (MS) por 7 votos a 5 e é favorito para presidir a Casa pela 5ª vez; Bolsonaro liga para parlamentar e combina encontro na semana que vem. Na Câmara, Rodrigo Maia é o favorito e deve ser reeleito
A bancada do MD B no Senado indicou ontem o senador Renan Calheiros( AL)para ser o candidato à presidência da Casa no biênio 20192020. Calheiros derrotou Simone Tebet( MS) por 7 votos a 5. A senadora disse que não será candidata avulsa.
S evencera disputa hoje, o senador alagoano assumirá o comando do Senado e do Congresso, pela quinta vez. A eleição está marcada para começar às 18h, depois da posse dos senadores, marcada para 15h.
O parti dotem 13 senadores, mas Jarbas Vasconcelos (PE) não compareceu à reunião. O voto foi secreto. Na mesma reunião, Eduardo Braga (AM) foi escolhido o novo líder do partido no Senado. Assim que terminou a reunião da bancada, a assessoria de Renan informou que o presidente Jair Bolsonaro, hospitalizado em São Paulo, telefonou para parabenizar pela vitória. E disse que Bolsonaro pediu uma conversa como senador na próxima semana.
Mais tarde, por uma rede social, o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que Bolsonaro telefonou para todos os candidatos do Senado, e não só para Renan, “num gesto de respeito”. O emedebista é considerado favorito para vencer a eleição.
Na Câmara, os aliados do candidato a reeleição, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não escondem mais o clima de “já ganhou” que toma conta da ampla coalizão montada para a permanência dele no poder. Enquanto os adversários faziam campanha com panfletos e cabos eleitorais pela Casa, Maia fez discursos aos novatos, pela manhã, e visitou lideranças de PTB, PSDB, PPS e Solidariedade, à tarde. Após uma passagem pela liderança do D EM, onde conversou com Maia, ACM Neto, prefeito de Salvador e presidente da legenda, não escondeu o entusiasmo coma candidatura do correligionário.
— Há uma coisa chamada expectativa de poder. Todo voto útil deve ir para ele. Só não ganha se houver uma hecatombe —afirmou ACM Neto.
Entenda a eleição das mesas do Congresso
O protocolo
As disputas pelas mesas diretoras da Câmara e do Senado têm pequenas diferenças, mas começam no mesmo horário e seguem o protocolo dos discursos dos candidatos, com apresentação de propostas, seguida dos votos dos parlamentares.
10h - Posse dos deputados
Os parlamentares eleitos em outubro do ano passado assumem formalmente seus mandatos no plenário da Câmara.
18h - Eleição da mesa
Os candidatos ao comando da Câmara disputam o primeiro turno. Vence quem chegar a 257 votos, maioria absoluta dos deputados. Se nenhum deputado atingir o número, ocorre um segundo turno em que ganha quem tiver mais votos. O pleito é secreto e em urna eletrônica.
15h -Posse dos senadores
Os parlamentares eleitos em outubro do ano passado assumem formalmente seus mandatos no plenário do Senado.
18h - Eleição da mesa
A eleição é por “maioria de votos”. Não há clareza no regimento se é por maioria simples (quem receber mais votos) ou absoluta (41 votos). No fim do ano, ao ser questionado sobre o assunto no plenário, o então presidente da Casa, Eunício Oliveira (MDB-CE), disse que será absoluta. Porém, pode haver questionamentos sobre o assunto. Senadores também levarão à discussão se a eleição se dará em turno único ou se haverá segundo turno. A votação, feita por meio eletrônico, é secreta. No entanto, senadores já anunciaram que vão questionar essa regra na sessão. Na Câmara, a eleição de outros cargos, como o de vice-presidente, ocorre no mesmo dia em que a escolha do presidente. No Senado, a eleição para os outros cargos da Mesa ocorre em outra sessão. Porém, os senadores podem entrar em acordo e votar no mesmo dia.