Título: Gastos imediatos preocupam
Autor: Marcos, Almiro
Fonte: Correio Braziliense, 03/12/2012, Cidades, p. 17

Além da Codeplan, à espera da aprovação do PDV, também está na fila a Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB). A empresa fez um estudo preliminar a respeito do assunto e encaminhou o diagnóstico — em que foi apontada a viabilidade de implantação de um plano de demissão — ao governo. “Desempenhamos uma atividade que requer sangue novo e é preocupante que a idade média dos nossos servidores seja de 52 anos. Precisamos de uma renovação”, explica um funcionário ligado à diretoria da TCB. A Centrais de Abastecimento do Distrito Federal S.A. (Ceasa) também estaria em processo de avaliação sobre a possibilidade de viabilizar projeto semelhante.

Para o consultor em recursos humanos Moacir José da Rosa, os PDVs representam apenas a primeira etapa de um processo que levará à criação dos fundos de pensão. “As empresas públicas só têm como manter a força de trabalho em constante renovação com os planos de previdência complementar, que garantem a manutenção de vencimentos melhores aos servidores depois da aposentadoria. O PDV é o passo inicial”, argumenta. O problema é que as empresas públicas resistem à ideia em virtude dos gastos embutidos, já o mesmo valor pago pelo servidor ao fundo deve ser depositado pelo empregador.

Enquanto algumas empresas públicas e de economia mista ainda discutem os PDVs e sonham com a criação de seus fundos de pensão, outras já são atendidas há um bom tempo. É o que já acontece com Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), Companhia Energética de Brasília (CEB), Companhia de Saneamento de Brasília (Caesb) e Banco de Brasília (BRB). “Parece que há um tratamento diferenciado. Não deveria ser assim, o governo precisa ver todos de maneira igual”, explica um líder sindical. O Metrô-DF encontra-se atualmente em processo de estudos para a implantação de um plano de previdência privada. “Estamos analisando isso, não quero que, lá na frente, o Metrô esteja na situação que a Codeplan enfrenta hoje”, argumentou a atual diretora-presidente, Ivelise Longhi.