Título: Declarações ecoam na classe política
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Fonte: Correio Braziliense, 28/12/2012, Política, p. 4
As afirmações da presidente Dilma Rousseff a respeito do PT e do mensalão repercutiram entre integrantes do Congresso Nacional. A percepção de que a presidente foi contida nas palavras foi consensual. O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), defendeu o comentário de Dilma sobre a legenda. "Todo mundo sabe o peso que a presidente da República tem, por isso mesmo, é a maior representante do partido. Ela sabe que a melhor defesa do PT é ela fazer uma boa administração. Por isso, se concentra em administrar o país", comentou o líder.
Chinaglia também elogiou a fala presidencial sobre as imperfeições petistas. "As declarações dela são sóbrias, ela está correta em lembrar que não existe instituição humana perfeita. Significa que ela, assim como nós, reconhece e lamenta que, em dado momento, o PT passou à condição de ter que dar explicações, o que na política é ruim em si", disse.
"Diana do Pastoril" Já o líder do PSDB, deputado Bruno Araújo (PE), criticou a imprecisão da presidente ao falar do próprio partido. "Ela agiu como a "Diana do pastoril", como se diz no Nordeste: entre o vermelho e o azul, preferiu o meio, ou seja, ela procura manter uma distância do PT o suficiente para se descolar, mas nem tão longe para criar constrangimento em sua pretensão de reeleição", alfinetou.
Bruno Araújo, porém, concordou com a afirmação de Dilma sobre a autonomia dos ministros do STF. "Por mais que possa parecer que não é verdadeira, essa fala não poderia ser diferente, afinal, no momento em que o ministro está investido em seu cargo, é independente, mesmo que contrarie o PT", disse.