Título: Por dia, 47 flagrantes
Autor: Bernardes, Adriana
Fonte: Correio Braziliense, 14/02/2013, Cidades, p. 23
Mesmo com o rigor da lei seca e a fiscalização intensa nas vias do Distrito Federal, uma parcela dos motoristas insistiu em pegar o volante alcoolizado. Entre as 20h de sexta-feira e a madrugada de ontem, os órgãos de fiscalização flagraram uma média de 47 condutores por dia. Em cinco dias de festa, eles aplicaram 237 multas. A comparação com 2011 revela uma queda de 39,5%. Até o fechamento desta edição, o Detran não havia informado os dados relativos ao ano passado.
O balanço oficial da Operação Carnaval só será divulgado hoje pelo Departamento de Trânsito (Detran) e reunirá os autos emitidos pelo Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran), o Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv) e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Os números finais devem ser ainda maiores porque a ação só terminou na noite de ontem. Além disso, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) não informou a parcial dos flagrantes da lei seca.
Dos 237 motoristas pegos pela fiscalização, 16 também responderão pelo crime previsto no Código de Trânsito Brasileiro, pois estavam com concentração de álcool igual ou superior a 0,34 mg/l. Também houve casos em que o condutor se recusou a fazer o teste, mas, ainda assim, acabou conduzido para a delegacia porque estava sem condições de dirigir.
Entre os motoristas enquadrados no crime de guiar alcoolizado, um estava com 1,14 miligrama de álcool expelido dos pulmões. Ficou comprovado ainda que outra pessoa estava com 0,89 mg/l. A combinação álcool e volante, por exemplo, não acabou bem para Sebastião de Souza Santos. Ele bateu na traseira de um carro dirigido por Rodolfo Aguiar Neto. Ao ser submetido ao teste do bafômetro, o resultado apontou 0,55 mg/l de álcool no organismo de Sebastião, que acabou na delegacia
Durante o feriado, a reportagem acompanhou duas blitzes, uma do Detran e outra do BPTran. Constatou que boa parte dos foliões decidiu ficar longe da direção. “A mudança na lei e a intensificação da fiscalização deu resultado positivo. Nós vimos muita gente voltando de ônibus, de táxi e de metrô. Nas barreiras, muitos carros eram dirigidos por esposas, noivas e namoradas, levando o companheiro alcoolizado para casa”, relata o comandante do BPTran, coronel Anderson Moura.