Título: Repasses após a eleição
Autor: Mader, Helena
Fonte: Correio Braziliense, 09/03/2013, Política, p. 2
O deputado Marco Feliciano repassou dinheiro da Câmara para o escritório especializado em direito eleitoral que o defendeu na época da campanha. Às vésperas das eleições de 2010, a Procuradoria Regional Eleitoral impugnou a candidatura do pastor. Quem atuou nesse processo foi o advogado Anderson Pomini, de São Paulo. O pastor conseguiu a liberação da Justiça Eleitoral para disputar o pleito e, logo depois de tomar posse como deputado federal, Feliciano começou a fazer repasses mensais de R$ 7 mil ao escritório Pomini Sociedade de Advogados. No total, a Câmara pagou R$ 21 mil ao advogado que conseguiu liberar Feliciano para a disputa. Os pagamentos foram feitos a título de consultoria, o que é permitido pelas regras de utilização da cota parlamentar.
No cargo há pouco mais de dois anos, o deputado ficou mais conhecido pelas posições religiosas radicais. Um dos projetos que apresentou na Câmara prevê a suspensão da decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou o aborto de anencéfalos. Em seu gabinete, boa parte dos funcionários é de pastores da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, que tem 13 sedes em O Correio conversou ontem com o deputado Marco Feliciano, mas ele pediu que o contato fosse feito por e-mail. A reportagem mandou uma mensagem com pedido de resposta a todas as denúncias, mas, até o fechamento desta edição, o pastor não havia retornado as ligações nem respondido o e-mail. De acordo com o site de Feliciano, ele faria uma apresentação em Monte Sião, Minas Gerais, na noite de ontem.