Título: Comissões ainda tentam engrenar
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Fonte: Jornal do Brasil, 01/03/2005, Brasília, p. D3
Mesmo superado o longo impasse na escolha dos presidentes, projetos passarão por novo exame
Passado o imbróglio sobre a escolha dos presidentes de comissões na Câmara Legislativa, que retardou em um mês o início dos trabalhos legislativos, a Mesa Diretora pediu agilidade mas começar a fazer a Casa funcionar. No entanto, a segunda sessão em plenário depois de criadas as comissões deve acontecer hoje sem parecer das mais importantes sobre projetos que trancam a pauta. Nem a comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nem a de Economia, Orçamento e Finanças (Ceof) reuniram-se ontem. Leonardo Prudente (PFL), presidente da Ceof, deixou para amanhã o encontro com os membros da comissão para avaliar o que consta na pauta para ser avaliado. Júnior Brunelli (PP), presidente da CCJ, desistiu da reunião marcada pela manhã com a equipe pois pediu levantamento dos projetos pendentes, dos prioritários e dos mais polêmicos. Enviará à Mesa Diretora os projetos na ordem em que foram enviados à Câmara - para garantir a apreciação dos mais antigos primeiro.
Brunelli diz ainda que é necessário fazer um levantamento administrativo na comissão.
- Estão faltando funcionários, inclusive por conta das mudanças dos cargos de livre provimento - diz o distrital, que não descarta a possibilidade de fazer sessões extraordinárias com os outros quatro colegas que compõem a CCJ. Brunelli ressalta ainda que a avaliação dos projetos ficou prejudicada por problemas técnicos no sistema de informática da Casa.
A deputada Érika Kokay (PT), presidente da comissão de Ética, conta que não há muitas demandas para analisar. No entanto, pelo menos três representações contra distritais devem entrar na lista de processos a ser analisados - contra os deputados Chico Floresta (PT), Peniel Pacheco (PDT) e o terceiro contra a própria Érika, acusada por militares por incitação à desordem durante protesto de policiais militares por aumento de salários. Na época, a parlamentar era presidente da CUT-DF.
- O meu quem analisa é minha suplente, Arlete Sampaio - explica.