Título: Lula pede investimentos no país
Autor:
Fonte: Jornal do Brasil, 30/01/2005, Economia & Negócios, p. A22

Em Davos, presidente defende atuação do BC e diz que Meirelles não deixará cargo

Folhapress

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem em Davos, na Suíça, que o governo precisa ser duro no combate à inflação, negou que Henrique Meirelles esteja para deixar o comando do Banco Central e pediu mais investimentos dos países europeus e asiáticos no Brasil.

Durante seminário sobre o Brasil organizado pelo governo, em evento paralelo ao Fórum Econômico Mundial, Lula pediu parceria de empresas estrangeiras para aumentar os investimentos no Brasil e reforçou a necessidade de as empresas brasileiras se transformarem em multinacionais.

Ao encerrar a sessão plenária, o presidente pediu aos empresários que não acreditem na primeira vez que alguém falar mal do Brasil.

- Procurem consultar outras pessoas antes de acreditarem no que dizem de ruim do Brasil - aconselhou.

Além do presidente, participaram do encontro os ministros Antonio Palocci, da Fazenda; Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; José Dirceu, chefe da Casa Civil; Eunício Oliveira, das Comunicações; e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Questionado sobre a avaliação dos participantes do Fórum sobre o Brasil, Lula disse que as pessoas estão se dando conta de que o país está ''jogando um papel mais importante no mundo dos negócios''.

O presidente comemorou o anúncio feito por vários empresários neste mês, alguns durante o próprio Fórum, de investimentos no Brasil. Segundo ele, o setor de aço aumentou de US$ 8 bilhões para US$ 12 bilhões os investimentos até 2008. No setor de mineração, a Vale do Rio Doce teria comunicado investimento de quase US$ 12 bi.

Em relação à taxa de juros, Lula reconheceu que ''todo mundo, desde o presidente Meirelles a qualquer brasileiro, gostaria que os juros fossem mais baixos''.

- Dizem que em time que está ganhando a gente não mexe - afirmou o presidente, referindo-se a Meirelles.

Já Palocci disse que a economia brasileira vive o mais forte ciclo desta década e garantiu aos empresários que eles podem investir com segurança no país. Lembrou que a meta do governo brasileiro é o crescimento sustentado e duradouro.