Título: EUA pedem união de países para enfrentar a crise global
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Fonte: Jornal do Brasil, 30/01/2009, Economia, p. A20
Considerados por muitos como o país culpado pela crise financeira mundial, os EUA pediram ontem união para enfrentar os desafios globais. Valerie Jarrett, assistente do presidente Barack Obama para assuntos intergovernamentais, discursou no segundo dia do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Os Estados Unidos não podem ficar sozinhos neste esforço. Nossa economia é mundial, nossa crise é mundial, e nossas soluções devem ser globais disse Jarrett, enviada a Davos para representar o governo americano. Para a assistente de Obama, todos os desafios globais exigem uma resposta conjunta.
Os desafios que enfrentamos no século 21, o terrorismo, a proliferação nuclear, as mudanças climáticas, a pobreza, a busca pela paz, são mundiais. Como o são também as raízes da atual crise econômica. Nosso desafio é perguntar o que mais podemos fazer juntos, uma vez que nossos destinos estão intimamente ligados declarou. Jarret afirmou que a atual crise é resultado de uma "era de profunda irresponsabilidade" nos governos e nos negócios, nos Estados Unidos e no mundo como um todo.
Estados Unidos e China
O ex-primeiro-ministro britâ- nico Tony Blair também pediu mais integração entre os países, na forma de alianças. Para Blair, um dos pontos mais importantes para a recuperação da economia americana e, consequentemente, da economia global, é que os EUA e a China alcancem "o correto relacionamento estratégico". Precisamos de objetivos e valores compartilhados. A globalização não pode funcionar se não for baseada em valores compartilhados e que precisam ter o componente da justiça completou.
A ideia de união global foi defendida também pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon. Em seu discurso, Ki-moon pediu que as empresas se unam em uma nova fase social corporativa, que poderia receber o nome de Global Compact 2.0, em referência à iniciativa de ONU, criada há dez anos pelo ex-secretário Kofi Annan, que reúne líderes empresariais na defesa de direitos humanos, de direitos trabalhistas e do meio ambiente.