Título: A defesa dos sem-terra
Autor:
Fonte: Jornal do Brasil, 09/02/2005, País, p. A4

RECIFE - A direção estadual do MST de Pernambuco divulgou ontem nota oficial em que ''lamenta'' o conflito que resultou na morte de um policial militar no assentamento controlado pelo movimento em Quipapá.

Segundo a nota, ''não foram os trabalhadores assentados que seqüestraram e assassinaram o PM, mas um grupo que utilizava o assentamento como base para suas articulações''.

- Os trabalhadores assentados que participaram da atividade na noite de sábado só participaram porque foram enganados por Ricardo - afirma o texto, segundo o qual, ''para a maioria dos trabalhadores, eles (os lavradores) tentavam evitar o assassinato de pessoas que estavam sendo perseguidas por pistoleiros''.

A confusão teria sido criada pelo fato de a polícia ''infelizmente'' estar ''descaracterizada e sem nenhuma identificação''.

- O único que de fato sabia que se tratava de policiais era José Ricardo, que utilizou da agitação dos trabalhadores para seu grupo assassinar o policial - prossegue o texto.

A diretoria do MST reafirmou que os irmãos José Ricardo e José Sérgio Rodrigues, suspeitos de participar do crime, ''não pertenciam mais aos quadros do movimento'', tendo sido expulsos em novembro ''por desvios éticos, morais e econômicos''.