Título: Crimes contra jogadores são comuns na Argentina
Autor:
Fonte: Jornal do Brasil, 12/03/2005, País, p. A5

Seqüestros como os que têm ocorrido com os jogadores brasileiros são comuns na Argentina. Segundo uma pesquisa do Centro de Estudos Nueva Mayoría, a cada um mês e meio, um jogador ou familiar é seqüestrado no país. A onda atinge o país desde 2002, um ano depois da Argentina passar pela maior crise econômica de sua história.

Desde então, a criminalidade passou a preocupar os atletas e dirigentes, que costumam circular pelas ruas sem guarda-costas. Por isso, se transformaram em alvos fáceis para as quadrilhas. Com isso, muitos atletas têm emigrado para outros países levando a família.

O caso mais famoso foi o do irmão do meia da seleção argentina Roman Riquelme. Os criminosos pediram US$ 300 mil para libertar Christian Riquelme.

Curiosamente, a medida que muitos adotaram não foi de blindar seus carros, como seria normal em qualquer grande cidade brasileira. Os argentinos passaram a trocar seus carros de luxo por automóveis velhos.

Em 2002, o meia Eduardo Coudet trocou sua caminhonete por um discreto Fiat 147. Mais radical foi o jogador Darío Alaniz, do Belgrano de Córdoba. Com medo, o atleta vendeu seu carro e passou a andar de ônibus.