Título: Mãe de Luís Fabiano é seqüestrada
Autor:
Fonte: Jornal do Brasil, 12/03/2005, País, p. A5

Crime aconteceu às 8h, em Campinas, a menos de 50 metros da casa de Sandra Helena Clemente, que ia visitar uma vizinha

A mãe do jogador Luís Fabiano, Sandra Helena Clemente, de 43 anos, foi seqüestrada na manhã de ontem em Jardim Proença, próximo ao bairro da Ponte Preta, em Campinas. Ela foi levada às 8h por dois homens em um carro de cor escura, quando ia à residência de uma amiga a 50 metros de sua casa.

O jogador que está no clube Porto, de Portugal, soube do seqüestro, quando estava concentrado para o jogo do time contra o Nacional da Madeira, ontem, na abertura da 25ª rodada da Superliga. Mesmo assim, Luís Fabiano entrou em campo, na derrota por 3 a 0 do time do Porto.

Até o início da noite de ontem, os criminosos ainda não haviam entrado em contato com a família. A polícia de Campinas alegou que não poderia dar mais detalhes. Segundo vizinhos, a mãe do jogador levava uma vida simples e há dois anos Luís Fabiano teria tentado convencê-la a se mudar de casa, mas ela não quis.

Esse é o terceiro seqüestro de mães de jogadores de futebol em pouco mais de cinco meses. Há 16 dias, a mãe do atacante Grafite, do São Paulo, Ilma de Castro Libânio, de 51 anos, foi seqüestrada dentro de casa, em Jundiaí, no interior de São Paulo.

Ela ficou em poder dos bandidos durante 26 horas, na região rural de Arthur Nogueira, até a polícia libertá-la e prender duas pessoas. O mentor do crime já foi identificado, mas continua foragido.

Para Robinho, do Santos, o drama foi bem maior. Em novembro, sua mãe, Marina de Souza, foi seqüestrada enquanto participava de um churrasco na Praia Grande, Baixada Santista. A mãe do jogador ficou 41 dias em cativeiro, período durante o qual Robinho não entrou em campo, aguardando a solução do seqüestro.

O primeiro contato com a família ocorreu três dias depois do seqüestro. A negociação foi tensa e durante todo o tempo, os criminosos fizeram várias exigências, permitindo, em contrapartida, contatos entre mãe e filho por telefone. Entre as provas de vida, enviaram um vídeo em que Marina aparecia com os cabelos cortados.

Ao longo de mais de um mês Robinho chegou a precisar de sedativos para suportar a tensão. Foram várias ligações entre ele e os seqëstradores, que deixavam o atacante falar com a mãe apenas por 30 segundo, para que a polícia não rastreasse a chamada.

No dia 17 de dezembro, Marina foi libertada por volta das 7h, em Perus, na zona oeste de São Paulo, enrolada em um cobertor, 4,5 quilos mais magra. Desde então, passa a maior parte do tempo em casa e só sai com a escolta de policiais militares.