Título: Audiência termina em tumulto
Autor: Waleska Borges
Fonte: Jornal do Brasil, 19/03/2005, Rio, p. A13

A audiência pública para discutir a intervenção federal em seis hospitais do Rio, na Câmara Municipal, terminou em bate-boca entre parlamentares e convidados. O tumulto começou após o secretário de Atenção Especial à Saúde do Ministério da Saúde, Jorge Solla, deixar o plenário para atender a um compromisso. Revoltados, vereadores e representantes de entidades e associações médicas também criticaram a ausência do secretário municipal de Saúde, Ronaldo Cezar Coelho. A audiência começou às 10h. No início dos discursos, Solla falou sobre os gastos com a saúde no Rio e criticou a atuação do prefeito Cesar Maia para resolver a crise nos hospitais. O representante do Ministério da Saúde, afirmou que o número de pacientes internados no Rio vindos de outros municípios é de 18,2%, contestando o número de 35% apresentado pela prefeitura.

¿ Enquanto o prefeito exonera diretores, coordenadores e suspende repasses, prefeituras de 10 capitais brasileiras e toda a sociedade estão de mãos dadas para resolver a crise ¿ atacou, antes de deixar o plenário.

A saída de Solla alterou os ânimos dos parlamentares. Por quase 20 minutos, houve bate-boca. Convidado para participar da audiência, o coordenador da intervenção, Sérgio Côrtes, teve apenas dois minutos para falar. Ronaldo Cezar, que esteve reunido no plenário com vereadores, na noite de quinta-feira, alegou outros compromissos para justificar sua ausência.