Título: Ministério da Saúde entrega ao Rio 57 ambulâncias
Autor: Ana Paula Verly
Fonte: Jornal do Brasil, 19/03/2005, Rio, p. A14
Veículos serão usados para atendimento de urgência, que começa a vigorar em 30 dias
O Ministério da Saúde entregou ontem, na Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos, 57 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) que será implantado no Rio em 30 dias. A previsão é da coordenadora nacional do Samu, Irani Ribeiro de Moura, que esteve ontem na entrega ao lado do secretário de Atenção à Saúde do ministério, Jorge Solla. Outras 17 ambulâncias do Samu estão com a prefeitura desde dezembro, mas ainda não foram usadas. Elas estão estocadas em um depósito da Coordenação de Apoio Logístico da Secretaria Municipal de Saúde, em Benfica.
- O Ministério da Saúde disponibilizou em dezembro as 74 ambulâncias para o projeto Samu/192 do Rio de Janeiro. O município buscou apenas 17, alegando falta de recursos para equipar as ambulâncias de Suporte Avançado - disse Irani, acrescentando que, na ocasião, o ministério sugeriu que a prefeitura alugasse os equipamentos até este mês, quando entrega, na próxima semana, os desfibriladores, respiradores, oxímetros de pulso e aspiradores para os 15 veículos de suporte avançado (UTI-Móvel).
De acordo com o secretário de Atenção à Saúde, Jorge Solla, a Prefeitura tinha até 12h de ontem para entregar as ambulâncias. Como isso não foi feito, o ministério entrou com uma ação de busca e apreensão.
No entanto, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o início da operação do Samu na cidade estava previsto para julho e que até ontem o ministério não havia requisitado os 17 veículos. A secretaria ainda informa que aguarda pedido formal de requisição do Ministério.
- A secretaria foi notificada por ofício. Por isso, vamos mesmo entrar com a ação - explicou Solla.
A implantação do Samu custou cerca de R$ 9,6 milhões aos cofres federais, dos quais R$ 8,5 milhões foram usados na compra das ambulâncias, R$ 908 mil na compra de equipamentos e R$ 150 mil na reforma da Central de Regulação, que funcionará no Instituto Nacional de Traumatortopedia (Into), no Centro. O serviço, que será gerido pelo estado, atenderá a uma área que abrange quatro milhões de pessoas. Ontem, também chegaram ao Rio coordenadores e profissionais de saúde do Samu de oito capitais brasileiras para ajudar a implantar o projeto e capacitar os 975 profissionais que atuarão no Rio.
- A intenção é que na próxima semana já estejamos com esse pessoal para começar a capacitação - afirmou Irani, informando que 535 concursados, entre médicos e enfermeiros, serão convocados e que os demais funcionários - motoristas e telefonistas - serão terceirizados em caráter de urgência.
As ambulâncias de suporte avançado contam com um médico e um enfermeiro e as de atendimento básico com auxiliar de enfermagem. O custo mensal para o funcionamento ficará em torno de R$ 2,5 millhões, dos quais o governo federal arcará com R$1.169 milhão. O sistema de informática custou R$ 2,5 milhões e será usado por quatro anos.
A contrapartida do governo estadual, bem como a área a ser assistida pelo Samu no município, serão decididas na segunda-feira em reunião entre representantes do Ministério da Saúde e do estado.
Em outros estados, o Samu funciona com 50% de recursos do Governo Federal, 25% do Estado e 25% da Prefeitura. O Ministério da Saúde recebeu em 2003 o projeto do Samu para o Rio de Janeiro e no início do ano passado começou o processo de compra das ambulâncias.