Título: Na seleção, preocupação máxima
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Fonte: Jornal do Brasil, 25/03/2005, País, p. A5
A recente onda de seqüestros de mães de jogadores de futebol foi o tema mais discutido ao longo da semana na Granja Comary, onde a Seleção Brasileira está concentrada para o jogo de domingo contra a seleção do Peru, em Goiânia. Assustados, muitos revelaram que tem pedido a familiares para tomar maior cuidado com a segurança.
O meio-de-campo Zé Roberto, do Bayer de Munique, explicou que apesar da gravidade, não vê muita solução para combater os crimes.
- Estou preocupado com a situação, mas não vou colocar minha família numa cova e isolá-la do mundo.
O lateral-esquerdo Roberto Carlos, do Real Madrid, explicou que há três anos já protege sua família:
- Há três anos coloquei quatro seguranças para proteger minha família. É uma situação alarmante isso que está acontecendo.
O fenômeno Ronaldinho, que é embaixador da Onu criticou a precariedade da segurança no país.
- A segurança do país está uma calamidade e pedi para minha família tomar cuidados básicos - disse, sem citar que cuidados são esses.
Juninho Pernambucano, do Lyon, foi radical:
- Eu sempre fui contra mas começo a achar que tem que se analisar a necessidade da pena de morte em alguns casos.