Título: Resgatada mãe do jogador Rogério
Autor:
Fonte: Jornal do Brasil, 25/03/2005, País, p. A5

Inês Fidélis Régis foi libertada na manhã de ontem na periferia de Caraguatatuba, em São Paulo. Uma mulher foi presa

SÃO PAULO - A mãe do jogador Rogério, do Sporting de Lisboa, Inês Fidélis Régis, 57 anos, foi libertada na manhã de ontem na periferia de Caraguatatuba, em São Paulo. Dez policiais da Delegacia Anti-Seqüestro de Campinas, estouraram o cativeiro onde estava Inês. Eles trocaram tiros com os seqüestradores e prenderam uma mulher, que ajudava a tomar conta da casa. Um homem conseguiu fugir. Os policiais chegaram ao local depois de uma denúncia anônima.

Inês foi seqüestrada por três homens armados na noite de segunda-feira, quando estava em sua casa, no bairro de São Vicente, em Campinas. Os criminosos invadiram a casa e amordaçaram a irmã e o cunhado do jogador. Em seguida, Inês foi levada no carro da família.

Rogério, que jogou como lateral-direito no Palmeiras e no Corinthians, afirmou de Portugal que está aliviado.

Este foi o quarto seqüestro de mães de jogadores de futebol de São Paulo. Três deles aconteceram na região de Campinas. Com a libertação de Inês, só a mãe do jogador Luís Fabiano, atacante do Porto, de Portugal, continua em poder dos seqüestradores.

Sandra Helena Clemente, de 45 anos, foi levada por dois homens no dia 11 de março, às 9h30, a 150 metros de sua casa, em Jardim Proença, um bairro de classe média de Campinas. Ela conversava em frente à casa de sua madrasta, Dirce, quando os criminosos a pegaram pelas costas e a colocaram no banco traseiro de um Ômega escuro.

O atacante Robinho, do Santos, que está concentrado na Granja Comary, com a Seleção Brasileira falou ontem pela primeira vez sobre o seqüestro da mãe - que começou em 6 de novembro e só terminou em 17 dezembro.

- Lamento muito essa onda de seqüestros. Está se tornando uma coisa habitual e tem que dar um basta nisso. Aconselhei a minha mãe ter mais cuidado com quem vai e para onde vai - declarou o jogador.

Desde que o encerramento do seqüestro, o jogador mudou seus hábitos. Robinho mudou-se com os pais para um outro bairro de Santos, e não quis dizer qual para se preservar. Ele passou a ser acompanhado por seguranças e a mãe dele só sai de casa de carro blindado. Mas, desde o início deste mês, ela está fora do país. Segundo ele, apesar do longo seqüestro, a mãe não sofreu nenhum trauma.

A violência contra jogadores pode afetar a qualidade do futebol brasileiro. A tendência, é que Robinho vá jogar na Europa no meio do ano. Por trás da mudança, a violência contra sua mãe.

- É um sonho antigo meu jogar na Europa e não é só o sequestro que está influenciando - ele teria confessado a amigos que pretende levar a mãe.