Título: Jovens de classe média investigados
Autor: Marco Antônio Martins
Fonte: Jornal do Brasil, 03/02/2005, Rio, p. A15

Já há algum tempo o envolvimento de jovens de classe média da Barra da Tijuca e do Leblon com o tráfico de ecstasy e outras drogas sintéticas tem chamado a atenção das polícias Civil e Federal do Rio. No ano passado, policiais federais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes no Estado descobriram que um grupo recebia ecstasy da Europa em troca de maconha e cocaína, que seguiam para países como a Espanha e a Holanda, de onde veio o carregamento apreendido ontem no Rio. - Hoje não há um grande fornecedor de drogas no Rio, mas pequenos fornecedores. O tráfico se diluiu muito - constata o delegado Rodrigo Oliveira, diretor da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Civil.

No caso do ano passado, o esquema envolvia jovens da Barra da Tijuca e da Zona Sul que recebiam em casa, por via postal, cargas de drogas provenientes do Mato Grosso do Sul, e as remetiam para a Europa. Em troca, obtinham como pagamento as drogas sintéticas, que chegavam pelo correio. Todas elas eram revendidas em raves por R$ 30 ou R$ 40. Algumas raves eram realizadas de forma irregular, ou seja, sem autorização, o que dificulta a ação da polícia.

De acordo com as investigações, um único fornecedor enviava entorpecentes para diferentes grupos no Rio. A cada correspondência contendo maconha ou cocaína, um novo endereço aparecia.