O Globo, n. 31493, 28/10/2019. País, p. 6

Defesa diz que ex-assessor não tem ‘vínculos’ em Brasília



Depois da divulgação dos novos áudios de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSLRJ), o advogado Paulo Klein, que atua em sua defesa, afirmou que “ele não tem qualquer vínculo com deputados ou senadores em Brasília”.

Segundo Klein, “a única conclusão possível para o que se extrai do áudio clandestino e ilegal é que ele não tem qualquer vínculo com deputados ou senadores em Brasília”. Na nota, ele diz que “sequer é possível precisar a data e o contexto da conversa que, repita-se, descreve uma situação hipotética”.

Klein disse ainda que o requerimento da bancada do PSOL na Câmara dos Deputados para que Queiroz preste esclarecimentos aos deputados teria “como objetivo criminalizar uma conversa travada em âmbito privado e constitui mais uma tentativa espúria de criar um fato político para atacar o governo”.

O PSOL protocolou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, na semana passada, um requerimento de convite para Queiroz explicar se ele te matu adoem nomeações políticas.

Na última quinta-feira, ao comentar agravação na qual Queiroz falava sobre “500 cargos” no Congresso, a defesa do ex-assessor disse que via “com naturalidade o fato dele ser um apessoa que ainda detenha algum capital político” eque ele contribuiu de “forma significativa na campanha de diversos políticos no Estado do Rio de Janeiro”. Desse modo, “a indicação de eventuais assessores não constitui qualquer ilícito ou algo imoral”.

Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro, negou que Queiroz tenha influência sobre o gabinete de seu cliente e, disse que “sem ter acesso aos supostos áudios” a defesa não pode confirmar a autenticidade. “Só será possível se manifestar após ter acesso, na íntegra, a todo o conteúdo das mensagens, saber qual a origem, quem é o interlocutor e em que contexto e período essas afirmações foram feitas”, disse, em nota.

Wassef diz ainda que como nos novos áudios não há citação ao senador não se pode associar ele e seu conteúdo a Flávio Bolsonaro.