Título: Economia em risco
Autor:
Fonte: Jornal do Brasil, 19/04/2005, Internacional, p. A9
O presidente do Banco Central do Equador, Ángel Polibio Córdova, afirmou ontem que se a crise política continuar as conquistas econômicas alcançadas serão afetadas.
- Para que haja um crescimento econômico ordenado é necessário que o ambiente político não o impeça, mas permita aproveitar as vantagens comparativa do país - disse Córdova em entrevista coletiva em Nova York.
O presidente do BC se reuniu com analistas da Wall Street para apresentar as projeções econômicas deste ano e trocar opiniões sobre a atual crise que, segundo ele, está lhes preocupando.
Córdova e o ministro da Economia e Finanças, Mauricio Yépez, assistiram no fim de semana à reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM) em Washington.
O Equador atualmente não tem um acordo assinado com o FMI, mas o órgão acompanha o desempenho econômico do país e o considera ''muito favorável''.
- O FMI e o BM se mostraram altamente satisfeitos com a expansão da economia. Tivemos, até agora, uma resposta muito favorável, e por isso o Equador tem o aval do FMI. Os organismos internacionais esperam que a situação negativa não piore - disse o presidente do BC.
Córdova acrescentou que os organismos de crédito multilateral e as autoridades equatorianas esperam que ''o fator político não mude a forma como a economia vem sendo manejada''.
Durante a reunião, ele apresentou um panorama econômico favorável, com um crescimento da economia de 6,9% em 2004, o mais alto nos últimos 16 anos.