Título: Produção de otimismo
Autor:
Fonte: Jornal do Brasil, 27/04/2005, Economia & Negócios, p. A19

Indústria prevê crescimento do PIB de 4%

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou ontem o Mapa Estratégico da Indústria 2007-2015, que prevê um crescimento de 4% para o PIB (Produto Interno Bruto) em 2005. O documento, que traça a estratégia para o crescimento sustentável do país ao longo dos próximos dez anos, projeta ainda uma expansão para o PIB de 5,5% ao ano entre 2007 e 2010, e expansão anual de 7% de 2010 a 2015.

Elaborado nos últimos seis meses pelo Fórum Nacional da Indústria, o documento estabelece 18 metas a serem alcançadas a partir de iniciativas do governo e do setor privado. Para o presidente da CNI, deputado Armando Monteiro Neto (PTB-PE), o documento ''estabelece um instrumento de navegação para não deixar o país perder a rota do desenvolvimento sustentado''.

Além de estabelecer um plano para o país, o Mapa Estratégico da Indústria prevê o monitoramento dos programas propostos para que sejam alcançados os 48 objetivos, entre os quais estão a garantia de um sistema de saúde de qualidade, a redução da carga tributária, a criação de mais emprego, a expansão dos negócios, entre outros.

- Hoje o Estado drena pesadamente recursos do setor privado via tributação excessiva, as taxas de juros são extravagantes, o crédito é escasso e inacessível, a infra-estrutura é insuficiente e inadequada, a burocracia é sufocante, além da lenta prestação jurisdicional - disse Monteiro Neto.

O documento defende o apoio a iniciativas que contribuam para o uso moderado de medidas provisórias, a reestruturação do sistema de defesa da concorrência, a redução do déficit público, a capacitação e profissionalização do servidor público, a transparência do processo orçamentário e sua execução, a desoneração total das exportações e dos investimentos, melhoria da qualidade do ensino fundamental e médio, reforma do ensino superior, melhoria da eficiência da infra-estrutura, disponibilidade de energia a preços competitivos, autonomia das agências reguladoras, entre outras diretrizes.

Folhapress