Título: Distritais pressionam por mais cargos
Autor: Mariana Santos
Fonte: Jornal do Brasil, 05/05/2005, Brasília, p. D3

O projeto de lei que autoriza a entrada do Banco de Brasília (BRB) no capital de Corumbá 4 ainda não foi apreciado no plenário da Câmara Legislativa. Segundo a líder do governo na Casa, deputada Anilcéia Machado (PMDB), o acordo feito entre os líderes é de que a proposta deveria ser colocada em votação quando a pauta fosse esvaziada. Só ontem, porém, os oito últimos vetos que trancavam a pauta foram votados. Mas a própria bancada governista não assegurou quorum para apreciar três projetos do Executivo. Os seis parlamentares do PFL, Prona e PP, que compõem o bloco Pró-Brasília e participaram da Frente Democrática, ainda negociam com o governo a troca de nomes na secretaria de Saúde. E, de acordo com um integrante do grupo, há resistência em participar da votação do projeto do BRB, e carregar o ônus da aprovação, sem ter assegurado o pedido de substituir cadeiras nas subsecretarias e na direção dos hospitais.

- É uma vergonha o que acontece na Secretaria de Saúde. O que vem sendo apurado pela CPI continuará tendo reflexos na pasta. Se a situação não se resolver, já avisamos ao governador, devolvemos a secretaria - afirmou o integrante, contando que essa posição foi reforçada na segunda-feira, último encontro do grupo. Eles foram responsáveis pela indicação de José Geraldo Maciel no lugar de Arnaldo Bernardino, o que consideraram a troca de um político por um técnico.

O governador Joaquim Roriz estaria de posse de uma lista com 128 nomes a serem substituídos em um primeiro momento, e outros 160 a posteriori. Ao todo, a pasta conta com sete mil funcionários - ''estamos pedindo muito pouco'', disse.

Ontem, durante coletiva no Palácio do Buriti, Maciel afirmou que também está analisando a lista enviada pelos parlamentares. ''Não me importo com indicações políticas, desde que tenham competência para assumir o cargo'', disse o novo secretário. Mas, segundo ele, até agora está ''satisfeito'' com o trabalho de seus subordinados, e ainda não sentiu grandes dificuldades de trabalhar com pessoas ligadas a Bernardino.

- A CPI vai chegar ao que é justo e correto - resume.