Título: Hantavirose volta a atacar
Autor: Lorenna Rodrigues
Fonte: Jornal do Brasil, 06/05/2005, Brasília, p. D6

Secretaria de Saúde confirma dois casos no DF

O fantasma da hantavirose voltou a assombrar o Distrito Federal. Nesta semana, dois casos da doença foram confirmados e existem outros três casos suspeitos. Na segunda-feira, a Secretaria de Saúde confirmou que um morador do Gama, cujo nome não foi revelado, tem hantavirose e está internado. Em março, já havia confirmado que Paulo Roberto de Almeida, morador do Jardim Roriz, em Planaltina, teve hantavirose. Paulo recebeu tratamento e está bem. Entre os casos suspeitos de hantavirose está o de Antônia Mota de Souza, 57 anos, internada no Hospital de Sobradinho. Weder Fernando Silva da Cruz, 22 anos, que morreu no último domingo e de Jorge Borges Gomes, 24, que morreu no sábado também podem ter sido vítimas da doença. Fragmentos de vísceras das três pessoas foram mandadas para um laboratório em São Paulo. Os resultados devem estar prontos em uma semana.

Prevenção- Para diminuir os casos da doença, a Secretaria de Saúde e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater) intensificaram as ações contra a doença.

- Não há motivo para pânico, mas a população precisa ficar alerta, principalmente nas áreas que existe o contato com o roedor silvestre - explica a diretora de Vigilância Ambiental em Saúde, Myrian dos Anjos.

Segundo Myrian, com o surto da doença, no ano passado, a secretaria de Saúde e outros órgãos do governo desenvolveram medidas para controlar a doença.

- A palavra-chave no controle da hantavirose é informação. Iremos produzir material informativo para ser distribuído nas áreas de risco - disse.

Técnicos da secretaria estão visitando áreas de risco, instruindo a população a se previnir da doença. A hantavirose é transmitida pelo contato com as fezes, urina e saliva de ratos silvestres, principalmente em locais fechados, onde o vírus se espalha no ar entrando no corpo pela respiração. Segundo Myrian, não há casos de contaminação pelo contato com o doente registrados no Brasil.

Para a médica, quanto mais cedo o diagnóstico da hantavirose for feito, maiores as chances de cura.

- É importante que moradores de áreas rurais ou quem tenha visitado esses locais que começarem a sentir os sintomas (ver quadro) procurem atendimento médico o mais rápido possível - aponta.

A hantavirose matou 16 pessoas ano passado no Distrito Federal e Entorno.