Título: PPPs priorizam estradas e ferrovias
Autor: Sabrina Lorenzi
Fonte: Jornal do Brasil, 11/05/2005, Economia & Negócios, p. A19

Objetivo é facilitar exportação

Ao escolher cinco projetos de logística para o lançamento das Parcerias Público Privadas (PPPs), o governo mira nos gargalos encontrados no caminho dos principais portos do país. O alvo são os exportadores, que se queixam dos entraves na infra-estrutura. O edital será lançado em outubro, logo após a conclusão do arcabouço jurídico, a ser realizado por uma consultoria em contratação pelo governo federal.

- Todos os projetos selecionados atendem à estratégia de superação de gargalos no escoamento da produção nacional em direção aos portos, melhorando as condições de competitividade do país - afirmou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Dois projetos mais adiantados foram abordados com mais ênfase pelo ministro. A construção de trecho da ferrovia Norte-Sul conta com investimentos privados também porque há necessidade de ''mitigar os riscos de demanda da infra-estrutura''. Em péssimo estado de conservação, o trecho da BR-116 incluído no pacote de PPPs aliviará o escoamento de produção do interior da Bahia. O projeto prevê que haja duplicação da estrada em alguns pontos nos próximos oito anos.

- Haverá, a partir de então, um quadro de saturação da rodovia com pistas simples - afirmou Bernardo.

Foram escolhidos ainda a futura Transnordestina, no Maranhão, e outro trecho ferroviário, que interliga Guarapuava e Ipiranga (PR). O ferroanel de São Paulo também está na lista, juntamente com o trecho da BR-324 que leva a estrada ao Porto de Aratu.

O vice-presidente e diretor de infra-estrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Demian Fiocca, disse que a prioridade à logística foi um pleito dos próprios empresários. O BNDES compõe a Câmara Técnica que define e apresenta os projetos aos três ministros indicados por Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com Fiocca, projetos de energia não ficaram de fora das prioridades.

- O governo concluiu que projetos de energia são mais atraentes para a iniciativa privada - disse.