Título: O avanço dos bicombustíveis
Autor:
Fonte: Jornal do Brasil, 17/05/2005, Economia & Negócios ? Informe Economico, p. A18

Dois movimentos aparentemente contrários mas que se complementam: enquanto o preço do álcool despenca, duplica a venda de automóveis bicombustíveis. Isso deve estar se alastrando pelo Brasil, mas em São Paulo os números são evidentes. Na capital paulista, o litro do álcool em alguns postos - de bandeira de primeira linha como Ipiranga e Shell - já custa R$ 0,99. No meio do dia de ontem, por exemplo, um posto da zona sul da cidade reduziu o preço do litro de uma só vez de R$ 1,09 para R$ 0,99 o litro. O mesmo posto cobrava antes entre R$ 1,19 e R$ 1,29. Com a redução, o álcool, em São Paulo, já vale metade do preço da gasolina. E a tendência é que o preço do álcool caia mais ainda com a entrada da safra da cana-de-açúcar (que vai de abril/maio a dezembro no Centro-Sul).

Tudo isso ocorre num momento em que os novíssimos veículos flex (que podem usar álcool ou gasolina) e os movidos só a álcool puro somam 42% das vendas de carros no Brasil (39% flex, 3% álcool). Um ano atrás (em abril de 2004), os bi representavam 23% das vendas de automóveis no mercado interno (20% flex e os mesmos 3% álcool).

No começo da década, a gasolina dominava 99% das vendas.