Título: Mineradores negam concentração
Autor: Daniele Carvalho
Fonte: Jornal do Brasil, 13/05/2005, Economia & NEgócios, p. A21
Na queda-de-braço entre a Companhia Vale do Rio Doce e siderúrgicas no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o Sindicato da Indústria de Extração do Estado de Minas Gerais (Sindiextra) sai em defesa da mineradora. De acordo com o presidente da instituição, José Fernando Coura, seus associados negam a existência de problemas com a Vale relacionados a concentração de mercado no transporte ferroviário, como acusam as siderúrgicas.
- Desafio qualquer minerador da região que tenha tido problema de transporte de seu produto. No sindicato, reunimos empresas dos mais diversos portes e não há queixas sobre o assunto - defende Coura, acrescentando que o sindicato possui 65 associados.
Há dois meses, a entidade solicitou reunião reservada com o Cade, quando apresentou um documento de apoio às operações da Vale no estado. No encontro, Coura disse ter ressaltado a parceria que a empresa mantém com pequenos produtores da região na compra do resíduo fino do minério.
- Antes, este resíduo se transformava em um passivo ecológico, já que os pequenos produtores não tinham para quem vendê-lo. Com a assinatura de contratos de longo prazo, este quadro mudou e as empresas já estão inaugurando plantas para sintetizar o material - diz.
Consultado sobre o assunto, o vice-presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Marco Polo de Mello Lopes, disse estar surpreso com o posicionamento da Sindiextra.
- Estranho este posicionamento. As informações que chegam ao IBS são de que os pequenos mineradores estão enfrentando dificuldades de transporte de seu produto - disse ele.