Título: Médicos fecham UTI em São Cristóvão
Autor: Ana Paula Verly
Fonte: Jornal do Brasil, 21/05/2005, Rio, p. A13
Sobe para 25 o número de mortes
Os médicos do Instituto Municipal da Mulher Fernando Magalhães, em São Cristóvão, decidiram fechar a UTI neonatal da unidade, ontem, depois da morte de mais dois bebês. Subiu para 25 o número de bebês mortos na maternidade nos últimos dois meses - em maio já morreram 15. A superlotação do Instituto causou as mortes, pela dificuldade de atendimento e pela proliferação das contaminações por bactérias, na primeira avaliação da Secretaria Municipal de Saúde e das comissões de Saúde da Assembléia Legislativa do Rio e da Câmara Municipal. De acordo com o subsecretário municipal de Saúde, Mauro Marzochi, a média de óbitos numa maternidade de mesmo tipo e dimensão é de 6 a 8 por mês. Além das 15 crianças mortas em maio, houve 10 mortes em abril e 12 em março. Sete mortes foram causadas por infecções, mais que o dobro das contaminações ocorridas no mês anterior. Uma outra aconteceu por falta de equipamento para cirurgia.
- Como aqui é apenas maternidade, ele precisava ser levado ao Hospital Jesus, o que não aconteceu porque o hospital não tinha um equipamento necessário para a operação - disse o vereador Dr. Carlos Eduardo (PP), vice-presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal.
A área da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) foi esvaziada para higienização. As crianças da UTI foram levadas para a Unidade Intermediária, e as dessa unidade foram transferidas para um terceiro espaço da maternidade. De acordo com o deputado Paulo Pinheiro (PT), presidente da Comissão de Saúde da Alerj, o instituto tem capacidade para internar 20 crianças por dia na UTI, mas tem recebido uma média de 25 bebês.
Com Folhapress