Título: Mais dinheiro em caixa
Autor: Samantha Lima
Fonte: Jornal do Brasil, 06/06/2005, Economia, p. A17
As demonstrações financeiras do primeiro trimestre do ano das companhias trouxeram algumas boas notícias. O caixa das companhias está com mais recursos disponíveis à sua operação, segundo o CRC-RJ. O levantamento mostra que o capital de giro médio foi de R$ 22,847 milhões, avanço de 26,7% em relação aos R$ 18 milhões do primeiro trimestre de 2004. Em 2003, a média foi negativa em R$ 65 milhões. - O indicador mostra a situação financeira da empresa. É o principal indicador que um investidor deveria ver, já que empresas lucrativas podem falir - diz Nelson Rocha, do CRC.
O saldo médio de tesouraria (o quanto a empresa é capaz de gerar em recursos) caiu de -R$ 142,7 milhões para -R$ 157,8 milhões. Segundo o CRC, o dado revela atividade aquecida.
Uma das causas da elevação do capital de giro, segundo o CRC, é a queda no nível médio de endividamento em 72%.
Após transformar débitos com acionistas em participações no capital, a Ampla conseguiu aval do mercado para reduzir de 30% para 20% seus compromissos de curto prazo no endividamento total, de R$ 1 bilhão de reais, com emissão de duas séries de debêntures (títulos de renda fixa) com um ano de carência.
- Agora, podemos contar com nosso capital de giro, de R$ 100 milhões, para necessidades que não sejam o pagamento de dívidas de curto prazo - revela Abel Rochinha, da Ampla. (S.L.)